A disputa pelo Senado em São Paulo está se tornando cada vez mais acirrada, dificultando a formação da chapa de Fernando Haddad (PT) para o governo estadual. A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada no dia 29 de abril de 2026, mostra um empate técnico entre os ex-ministros do governo Lula, Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB), ambos com 12% das intenções de voto. Essa situação complica a escolha do vice de Haddad, que ainda não definiu sua chapa para as eleições de 2026.
Haddad, que já foi ministro da Fazenda, está tentando convencer Marina Silva e Márcio França a deixarem a disputa pelo Senado e aceitarem a posição de vice na chapa, que é considerada mais viável neste momento. A pesquisa também incluiu Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, que aparece com 14% das intenções de voto, mas também em situação de empate técnico com os outros dois candidatos, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nos bastidores, a expectativa é que Haddad consiga um acordo que mantenha Tebet na chapa e que uma das duas figuras, Marina ou França, aceite a proposta de ser vice.
Uma fonte próxima ao candidato afirmou que ele está conduzindo as negociações de forma pessoal e que ainda há tempo para chegar a um consenso, apesar das dificuldades e da resistência que alguns candidatos estão apresentando. Haddad tem expressado em entrevistas seu desejo de ter uma mulher como vice, seguindo a tendência de suas campanhas anteriores. Ele mencionou que ainda não fez convites formais, mas que está em conversas com potenciais candidatas.
"Não houve nem convite, nem recusa. O que há é conversa, para saber o que as pessoas pretendem. Não adianta querer que uma pessoa seja uma coisa quando ela quer outra.
Do meu gosto, seria uma mulher a minha vice", declarou Haddad. O coordenador da campanha, deputado estadual Emídio de Souza (PT), destacou que a situação de empate entre França e Marina é apenas um dos fatores a serem considerados na definição da chapa. Ele também mencionou a importância de avaliar o nível de rejeição dos candidatos, a perspectiva de crescimento durante a campanha e o perfil que cada um traz para a candidatura.
Enquanto isso, o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também enfrenta sua própria indefinição em relação à sua chapa. Ele deve formar um palanque ao lado do deputado federal Guilherme Derrite (PP), que aparece com 8% das intenções de voto, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual André do Prado (PL), que tem 5%. O deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro de Bolsonaro, também está na corrida, marcando 6% nas pesquisas.
França, por sua vez, acredita que não haverá uma disputa acirrada entre os ex-ministros de Lula pela vaga ao Senado, já que a lógica é que existem quatro nomes para quatro vagas na chapa majoritária. Ele ainda comentou que o presidente Lula é quem está no comando das decisões, comparando-o a um técnico de futebol. Marina Silva, ao comentar sobre a pesquisa, destacou a importância de estar bem posicionada e a força dos nomes do seu campo político.
Ela também ressaltou que é a candidata mais conhecida entre os eleitores, com 29% dos entrevistados afirmando que a conhecem e poderiam votar nela, embora também tenha a maior taxa de rejeição, com 48%. A situação continua em evolução, e a definição da chapa de Haddad para as eleições de 2026 ainda está longe de ser resolvida. Com o cenário político em constante mudança, as próximas semanas serão cruciais para a formação das alianças e a definição dos candidatos que irão concorrer nas eleições estaduais.