Investigador preso em operação do MP já havia sido detido por extorsão em 2024 no Amazonas

Por Autor Redação TNRedação TN

Investigador preso em operação do MP já havia sido detido por extorsão em 2024 no Amazonas

Na manhã do dia 30 de abril de 2026, o investigador da Polícia Civil do Amazonas, Alessandro Edwards da Cruz, foi preso durante uma operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) em Manaus. Esta prisão não é um evento isolado, uma vez que Alessandro já havia sido detido anteriormente, em 2024, sob suspeita de envolvimento em um caso de extorsão e sequestro em Manacapuru, uma cidade localizada na Região Metropolitana de Manaus. A operação que resultou na prisão de Alessandro, chamada de "Operação Dupla Face", visava desmantelar um esquema de extorsão que teria ocorrido no Porto de Manaus.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, e o investigador foi alvo de um mandado de prisão preventiva. O delegado Ivo Martins, titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), confirmou que Alessandro responde a um inquérito referente ao caso de 2024, mas não forneceu detalhes adicionais sobre o processo. A operação de 2024, que também resultou na prisão de 11 pessoas, incluindo o delegado Ericson de Souza Tavares e outros policiais civis e militares, investigava um grupo suspeito de extorsão mediante sequestro.

Na ocasião, as vítimas foram sequestradas no bairro Correnteza e localizadas após uma série de buscas. O grupo foi encontrado em um carro na rodovia AM-352, e a Polícia Militar já estava monitorando suas atividades. Na mais recente operação, a polícia apreendeu itens que ajudaram a identificar Alessandro, como um boné, um par de tênis, coletes balísticos, algemas e um soco inglês.

A investigação atual é um desdobramento de uma ocorrência registrada em 16 de abril, quando um delegado e um investigador foram presos em flagrante, suspeitos de extorquir R$ 30 mil de um empresário no Porto de Manaus. O empresário e um policial militar que o acompanhava foram forçados a entrar em uma viatura descaracterizada, e o dinheiro foi apreendido, embora a ocorrência não tenha sido registrada oficialmente. A situação levanta questões sobre a integridade das instituições de segurança pública no Amazonas, especialmente considerando que os envolvidos são agentes da lei.

A defesa de Alessandro não foi localizada para comentar sobre a prisão, e a Polícia Civil do Amazonas não havia respondido a solicitações de posicionamento até a última atualização desta reportagem. A Operação Dupla Face é um exemplo do esforço contínuo do Ministério Público e da Polícia Civil para combater a corrupção e a criminalidade organizada dentro das forças de segurança. A prisão de Alessandro Edwards da Cruz, que já tinha um histórico de envolvimento em atividades ilícitas, destaca a necessidade de uma supervisão mais rigorosa sobre os agentes da lei e a importância de ações coordenadas para restaurar a confiança da população nas instituições de segurança pública.

O caso de Alessandro é emblemático de um problema mais amplo que afeta a segurança pública no Brasil, onde a corrupção e a má conduta de policiais têm sido temas recorrentes. A sociedade espera que as autoridades tomem medidas efetivas para garantir que aqueles que têm a responsabilidade de proteger a população não se tornem eles próprios os infratores da lei. Além disso, a repercussão da prisão de Alessandro e a operação em si podem gerar um debate mais amplo sobre a necessidade de reformas nas práticas de policiamento e na supervisão das atividades policiais.

A confiança da população nas instituições de segurança é fundamental para a eficácia do trabalho policial e para a segurança pública como um todo. Portanto, é crucial que as investigações sejam conduzidas de forma transparente e que os responsáveis por atos ilícitos sejam devidamente punidos, independentemente de suas posições ou cargos. A sociedade civil, por sua vez, deve permanecer atenta e exigir accountability das autoridades, garantindo que a justiça prevaleça e que a segurança pública seja realmente um serviço prestado à população, e não uma ferramenta de opressão ou corrupção.

A luta contra a corrupção nas forças de segurança é um passo essencial para a construção de um estado mais justo e seguro para todos.

Tags: investigador preso, Operação Dupla Face, extorsão Amazonas, Polícia Civil Fonte: g1.globo.com