O Amazonas registrou 116 defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas protegidos em 2025, conforme dados do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). O estado ocupa uma posição preocupante, figurando entre os dez estados brasileiros com o maior número de casos de proteção, refletindo a crescente violência e ameaças enfrentadas por aqueles que lutam pela preservação ambiental e pelos direitos das comunidades locais. As ameaças enfrentadas por esses defensores estão diretamente ligadas a atividades ilegais, como a grilagem de terras, a exploração ilegal de madeira e o avanço do garimpo.
Além disso, muitos defensores denunciam crimes ambientais que ocorrem em áreas de floresta e em territórios indígenas, onde a pressão por recursos naturais é intensa. O levantamento foi divulgado no dia 30 de abril de 2026, e revela que a Região Norte do Brasil concentra o maior número de pessoas protegidas, totalizando 540 casos. No Amazonas, os conflitos se intensificam em áreas de floresta e em comunidades indígenas, onde lideranças locais frequentemente denunciam violações de direitos humanos e ambientais.
O PPDDH destaca que as denúncias feitas por esses defensores os tornam alvos de ameaças por parte de grupos econômicos e criminosos que disputam o controle sobre os recursos naturais da região. O programa de proteção oferece medidas proporcionais ao risco enfrentado pelos defensores, incluindo rondas, escoltas pontuais e fornecimento de equipamentos de segurança, além de apoio psicossocial e jurídico. O perfil das pessoas protegidas revela que 58,51% são indígenas, 29,53% quilombolas e 10,59% extrativistas, com uma distribuição de 39,96% de mulheres e 60,04% de homens.
O cenário no Amazonas é alarmante, pois a luta pela proteção do meio ambiente e dos direitos das comunidades tradicionais se torna cada vez mais perigosa. O estado é um dos mais críticos do Brasil em termos de proteção a defensores de direitos humanos, refletindo a realidade de quem defende os territórios e o meio ambiente. As principais ameaças incluem: - Grilagem e conflitos fundiários em áreas de floresta.
- Pressões sobre terras indígenas e comunidades tradicionais. - Denúncias contra garimpo ilegal, pesca predatória e desmatamento. Esses fatores tornam o Amazonas um campo de batalha para aqueles que buscam proteger o meio ambiente e os direitos humanos.
O PPDDH atua para garantir que os defensores tenham a proteção necessária para continuar seu trabalho vital, mesmo diante de ameaças crescentes. O ranking dos estados com mais pessoas protegidas em 2025 é liderado pelo Pará, com 186 casos, seguido por Maranhão (147), Bahia (140), Minas Gerais (125), Ceará (117) e, em quinto lugar, o Amazonas com 116 defensores. Essa situação evidencia a necessidade urgente de medidas mais eficazes para proteger aqueles que se dedicam à defesa dos direitos humanos e à preservação ambiental no Brasil.
O caso de Bruno e Dom, que chocou o país, é um exemplo claro das consequências trágicas que podem ocorrer quando defensores de direitos humanos se tornam alvos de violência. A morte dessas vítimas e o subsequente indiciamento do suposto mandante do assassinato ressaltam a gravidade da situação enfrentada por defensores no Brasil, especialmente na Amazônia. A proteção dos defensores de direitos humanos é essencial para garantir que suas vozes sejam ouvidas e que suas lutas sejam reconhecidas.
O Amazonas, com sua rica biodiversidade e comunidades tradicionais, precisa de defensores fortes e protegidos para garantir um futuro sustentável e justo para todos.