Senador propõe lei para proibir monetização de políticos nas redes sociais

Por Autor Redação TNRedação TN

Um novo projeto de lei (PL) foi apresentado pelo senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, com o intuito de proibir a monetização de perfis em redes sociais, blogs e sites geridos por políticos. O PL 295/2025 visa impedir que qualquer indivíduo que ocupe um cargo político, seja ele parlamentar ou executivo, possa obter ganhos financeiros através de suas atividades nas plataformas digitais.

De acordo com a proposta, a prática de monetização sujeitará o infrator a medidas de improbidade administrativa. O projeto afirma que "receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, com a publicação de conteúdo em aplicações de internet no exercício de função pública ou em razão dela" é inaceitável.

Para respaldar a proibição, o texto refere-se ao artigo 3º da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, também conhecido como Marco Civil da Internet. O senador justa sua proposta classificando a situação como urgente, considerando que "a realidade brasileira atual demonstra que muitos políticos utilizam seus mandatos, que são funções públicas, para alcançar lucros financeiros. Essa conduta gera sérios danos à função pública", afirmou na justificativa do projeto.

Viana chegou a mencionar um exemplo não identificado de um parlamentar de São Paulo que, segundo ele, realizava divulgações através das redes sociais para obter "lacração" e ganhos financeiros e políticos. Essa situação culminou na cassação do parlamentar, que evidencia a impropriedade de usar um cargo público para fins pessoais de lucro.

Além disso, ele ressaltou que "a monetização de perfis, sites, blogs e outras plataformas digitais atreladas ao exercício de mandato político representa uma ofensa aos princípios éticos e legais que devem reger a administração pública, como legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência, causando danos à sociedade".

Atualmente, o PL ainda precisa passar pelas comissões temáticas do Senado antes de avançar nas próximas etapas legislativas.

Tags: Política, Redes Sociais, Brasil, Legislação, Improbidade Fonte: www.cnnbrasil.com.br