PGR Acusa 24 Militares de Tentativa de Golpe de Estado

Por Autor Redação TNRedação TN

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, nesta terça-feira (18), uma denúncia que envolve 34 pessoas, das quais 24 são militares das Forças Armadas, entre os quais estão seis generais e um almirante. A Força Aérea Brasileira (FAB) é a única que não possui nomes mencionados no documento.

O procurador argumenta que muitos dos denunciados participaram de um plano que visava a tentativa de um golpe de Estado. As informações sobre os militares foram reveladas em um contexto de investigações que contemplam a sua suposta participação em ações que tentavam derrubar o governo eleito.

Esta denúncia faz parte de um conjunto de ações que busca esclarecer as movimentações que ocorreram após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições. O advogado de alguns dos acusados comentou que as provas apresentadas pela PGR são muito robustas.

Principais Denunciados

Veja a lista de militares citados na denúncia:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros: ex-candidato a deputado estadual pelo PL no Rio de Janeiro em 2022 e major reformado do Exército. Durante sua campanha, se apresentou como o “01 de Jair Messias Bolsonaro” e foi preso na operação que investigou fraudes no cartão de vacinação do ex-presidente.
  • Almir Garnier: almirante de esquadra que comandou a Marinha durante o governo Bolsonaro. Ele foi signatário de uma nota em prol dos acampamentos em frente aos quartéis do Exército depois da derrota de Bolsonaro nas urnas e foi citado na delação de Mauro Cid como alguém disposto a participar de um golpe de Estado.
  • Angelo Martins Denicoli: major da reserva do Exército, que atuou como diretor de monitoramento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o governo Bolsonaro, onde divulgou informações enganosas sobre o uso da hidroxicloroquina.
  • Augusto Heleno: general que ocupou o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional de Jair Bolsonaro e foi capitão do Exército durante a ditadura militar. Ele defendia um planejamento na organização que visava a criação de um “gabinete de gestão de crise” para dar suporte a um imaginário plano golpista.
  • Corrêa Netto: coronel que foi preso na operação Tempus Veritatis e é acusado de incitar militares a adotar um plano de intervenção militar que impediria a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Cleverson Ney: coronel da reserva e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres, também alvo da operação Tempus Veritatis.
  • Estevam Theophilo: general e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres, que estava envolvido em um plano que visava assassinar Lula e outras figuras políticas. Foi alvo de uma nova operação da PF por sua suspeita ligação com planos golpistas.
  • Fabrício Moreira de Bastos: coronel e bacharel em Ciências Militares, conhecido por seu cargo de adido do Exército em Tel Aviv.
  • Giancarlo Gomes Rodrigues: subtenente acusado de participar da operação que monitorava ilegalmente um advogado próximo a opositores de Bolsonaro.
  • Guilherme Marques de Almeida: tenente-coronel que liderou o Batalhão de Operações Psicológicas e que, após a chegada da PF, passou mal e precisou de socorro.
  • Hélio Ferreira Lima: tenente-coronel exonerado de um comando na 3ª Companhia de Forças Especiais após investigações sobre reuniões de conotação golpista ocorridas em 2023.
  • Jair Messias Bolsonaro: ex-presidente da República, que, segundo investigações da Polícia Federal, teria tido “pleno conhecimento” do plano golpista.
  • Marcelo Costa Câmara: coronel do Exército e assessor especial durante a presidência de Bolsonaro.
  • Márcio Nunes de Resende Junior: coronel do Exército.
  • Mário Fernandes: general da reserva acusado de arquitetar tentativas de assassinato contra a cúpula do governo atual.
  • Mauro Cesar Barbosa Cid: tenente-coronel que atuou como ajudante de ordens de Bolsonaro.
  • Nilton Diniz Rodrigues: general do Exército na época da acusação, comandando unidades estratégicas.
  • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira: general da reserva e ex-ministro da Defesa.
  • Rafael Martins de Oliveira: tenente-coronel da ativa sob investigação por sua participação em discussões que se sucederam após as eleições.
  • Ronald Ferreira de Araújo Junior: tenente-coronel acusado de se envolver em debates sobre um plano golpista.
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros: tenente-coronel do Exército envolvido nos ataques ao sistema eleitoral.
  • Reginaldo Vieira de Abreu: coronel da reserva, supostamente envolvido em práticas ilícitas de desinformação.
  • Rodrigo Bezerra Azevedo: imputado por participar de monitoramento e ações clandestinas direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.
  • Walter Souza Braga Netto: general da reserva e ex-ministro da Defesa, cuja atuação levantou várias suspeitas no contexto das investigações.

Implicações e Consequências

Essas denúncias levantam um questionamento profundo sobre o futuro das instituições militares no Brasil e a confiança da população nas mesmas. Com a crescente polarização política, é imperativo que a Justiça investigue e leve à responsabilidade aqueles que tentaram desestabilizar o sistema democrático.

Os próximos desdobramentos dessa situação devem ser acompanhados com atenção, pois podem influenciar diretamente a percepção pública sobre a segurança e a estabilidade política do país.

É essencial que os cidadãos continuem a debater e discutir a importância da democracia e do respeito às instituições. Você acredita que a Justiça irá fazer um trabalho efetivo nesse caso? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

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