Irã promete continuar guerra contra EUA e Israel até rendição

Por Autor Redação TNRedação TN

Irã afirma que a guerra continuará até a rendição do inimigo, diante das ameaças de Trump.. Reprodução: G1

Guerra em Curso: Irã Responde a Ameaças dos EUA

O Irã declarou, em um comunicado das Forças Armadas, que a guerra contra os Estados Unidos e Israel persistirá até a rendição e o arrependimento dos dois países. A advertência do Irã, que ocorreu no dia 2 de abril de 2026, seguiu-se a um discurso do presidente norte-americano Donald Trump, na noite anterior, onde ele reafirmou sua intenção de continuar os ataques.

O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, afirmou: ""Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição. Aguardem nossos ataques mais devastadores, amplos e destrutivos". Essa declaração enfatiza a determinação do Irã em não ceder às pressões externas.

Trump, por sua vez, havia prometido em seu pronunciamento televisionado no dia 1º de abril que intensificaria os ataques ao Irã, mencionando que o objetivo era levar o país de volta à Idade da Pedra e ameaçando atacar a infraestrutura energética iraniana caso não se chegasse a um acordo. Isso levanta preocupações sobre possíveis escaladas no conflito.

A Resposta Iranianna e a Carta aos Americanos

Além de ameaçar os Estados Unidos e Israel, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, enviou uma carta ao povo norte-americano, ressaltando que não existe inimizade entre o povo iraniano e os cidadãos dos EUA. Segundo Pezeshkian, o Irã não é uma ameaça às pessoas comuns e criticou o governo de Trump por enganar a população americana. A carta também sugeriu que os cidadãos dos EUA deveriam questionar se o governo deles realmente coloca seus interesses primeiro ou se age apenas em benefício de Israel.

Na comunicação, Pezeshkian fez uma análise histórica, lembrando que as hostilidades entre os dois países remontam a 1953, quando um golpe de Estado, patrocinado pela CIA e pelo MI6 britânico, depôs o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, resultando em desconfiança duradoura entre os iranianos em relação aos EUA.

Trump e as Ameaças à Infraestrutura Iraniana

O presidente Donald Trump, ao detalhar os objetivos dos EUA, indicou que a estratégia visa acabar com a capacidade de ataques do Irã e limitar a influência militar do regime fora de seu território. Ele também mencionou que um regime de mudança não era um objetivo oficial, embora a morte de líderes antigos possa ter sido interpretada como tal.

Overtrump também declarou que os Estados Unidos não dependem mais do petróleo do Oriente Médio e sugeriu que os países europeus deveriam aumentar sua responsabilidade sobre a segurança do Estreito de Ormuz, que é um passageiro crítico para o transporte de petróleo.

A Reação da População Americana e Críticas à OTAN

Trump enfrenta um eleitorado americano que é cada vez mais cauteloso em relação à guerra, com pesquisas indicando que 60% desaprovam a atuação militar dos EUA no Irã. A opinião pública expressa um desejo de encerrar o envolvimento militar, mesmo que isso signifique não alcançar todos os objetivos estabelecidos pelo governo.

Em meio ao crescente descontentamento, Trump também fez críticas à OTAN por sua falta de apoio aos interesses americanos no Irã, discutindo a possibilidade de retirar os EUA da aliança. Ele sinalizou que, embora desejassem sair do Irã, os militares poderiam retornar para ataques pontuais, se necessário.

Esse cenário complexo de tensões internacionais e a crescente insatisfação popular destacam como o conflito atual não é apenas uma questão de poder militar, mas também uma batalha de percepções e interesses políticos em um mundo cada vez mais interconectado.

Tags: Conflito Irã EUA, Guerra Fria Atual, Política Internacional, Tensões no Oriente Médio, Relações EUA-Irã Fonte: g1.globo.com