Marinha do Brasil Incorpora Fragata Tamandaré e Anuncia Expansão da Frota
Embarcações do programa Fragatas Classe Tamandaré estão sendo construídas em Itajaí, Santa Catarina, incorporando tecnologia que permite despistar radares, mísseis e sonar, além de contar com a capacidade de operação em múltiplos cenários.
A Marinha do Brasil celebrou, no dia 24 de abril de 2026, a incorporação da Fragata Tamandaré (F200) em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro. Esta fragata marca o início de um novo ciclo de modernização do poder naval brasileiro, sendo a primeira de quatro unidades planejadas na iniciativa. Além da Tamandaré, as próximas fragatas a serem construídas serão Jerônimo de Albuquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros. Essas embarcações são consideradas as mais modernas da América Latina e estão sendo desenvolvidas no estaleiro de Itajaí.
A incorporação da Fragata Tamandaré representa um avanço significativo para a segurança na Amazônia, com a previsão de mais três barcos já em construção. Essas unidades são projetadas para atuar na proteção da Amazônia Azul, área marítima sob jurisdicão brasileira com mais de 5,7 milhões de km² e rica em recursos naturais.
Os navios, que contam com mão de obra nacional e transferência de tecnologia da Alemanha, são parte do Programa Fragatas Classe Tamandaré, cujo objetivo é fortalecer a segurança fluvial na região amazônica. As quatro fragatas do primeiro lote são esperadas para serem finalizadas até 2029, cada uma passando por diversas etapas de construção:
- Primeiro corte de chapa: início da construção do navio, simbolizando a transição do projeto para a fabricação.
- Batimento de quilha: marca o início da montagem da embarcação.
- Lançamento: cerimônia de batismo da fragata, seguindo a tradição de quebrar uma garrafa de champanhe.
- Provas de mar: avaliações técnicas da embarcação em alto-mar.
- Mostra de Armamento: cerimônia de incorporação oficial da fragata à Marinha.
As etapas de construção das quatro fragatas estão previstas da seguinte forma:
- Fragata F200 - Tamandaré:
- Primeiro corte de chapa: setembro de 2022.
- Batimento de quilha: 24 de março de 2023.
- Lançamento: 9 de agosto de 2024.
- Provas de mar: agosto a dezembro de 2025.
- Mostra de Armamento: 24 de abril de 2026.
- Fragata F201 - Jerônimo de Albuquerque:
- Primeiro corte de chapa: novembro de 2023.
- Batimento de quilha: 6 de junho de 2024.
- Lançamento: 8 de agosto de 2025.
- Provas de mar: previstas para o segundo semestre de 2026.
- Mostra de Armamento: prevista para 2027.
- Fragata F202 - Cunha Moreira:
- Primeiro corte de chapa: 28 de novembro de 2024.
- Batimento de quilha: 5 de junho de 2025.
- Lançamento: previsto para 17 de junho de 2026.
- Provas de mar: previsão não informada.
- Mostra de Armamento: prevista para fevereiro de 2028.
- Fragata F203 - Mariz e Barros:
- Primeiro corte de chapa: 9 de janeiro de 2026.
- Batimento de quilha: previsto para outubro de 2026.
- Lançamento: previsto para novembro de 2027.
- Provas de mar: previsão não informada.
- Mostra de Armamento: prevista para 2029.
Além da entrega da Fragata Tamandaré, a Marinha do Brasil anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimento para a construção de um segundo lote com mais quatro fragatas da mesma classe, visando à continuidade e expansão do Programa Fragatas Classe Tamandaré. Essa ação é fundamental para o fortalecimento das capacidades operacionais da Marinha do Brasil e da Base Industrial de Defesa do país.
Com uma tripulação de 143 militares, a Fragata Tamandaré está equipada com um avançado conjunto de sensores e sistemas, projetados para garantir a vigilância e controle do espaço marítimo. Sua infraestrutura inclui tecnologia de radar de vigilância aérea e de superfície, sonar de casco e sistemas eletro-ópticos e infravermelhos, aumentando sua capacidade de detecção de ameaças. O projeto também estabelece padrões que permitem a interoperabilidade com forças de outras nações, seguindo parâmetros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O comandante da Marinha do Brasil, Marcos Sampaio Olsen, enfatizou a importância da segurança na Amazônia, afirmando que é "absolutamente imprescindível" monitorar e proteger a região, uma vez que abriga recursos vitais como energia, alimentos, minerais e terras raras. Ele acrescentou que a segurança não se limita ao combate à criminalidade, mas também envolve a proteção da soberania nacional.
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