Thais Pessanha, uma mulher de 43 anos, é um exemplo de superação e resiliência. Nascida com osteogênese imperfeita, uma doença rara que fragiliza os ossos, ela enfrentou desafios desde a infância, quando os médicos previam que não viveria até o primeiro ano de vida. No entanto, sua história é marcada por uma perspectiva positiva e uma luta constante pela inclusão de pessoas com deficiência na sociedade.
A osteogênese imperfeita, também conhecida como síndrome dos ossos de vidro, é uma condição que ainda gera muitos desafios, tanto físicos quanto sociais. Thais, que já sofreu mais de 300 fraturas ao longo da vida, não se deixou abater pelos prognósticos médicos. Em vez disso, sua família optou por encarar a doença com naturalidade, o que foi fundamental para sua formação e desenvolvimento pessoal.
"Cresci consciente de todos os cuidados necessários e limitações que porventura poderiam existir, mas não impedida de fazer nada do que eu quisesse", afirma Thais. Essa abordagem positiva permitiu que ela participasse de atividades escolares e sociais, sem sofrer bullying ou exclusão, mesmo em uma época em que a acessibilidade e a inclusão não eram discutidas. A forma como sua família lidou com a condição foi crucial, pois proporcionou um ambiente de apoio e aceitação, permitindo que Thais se sentisse parte integrante da sociedade.
Thais destaca que conviver com a osteogênese imperfeita não é fácil, mas também não é o fim do mundo. Ela menciona que existem dias nublados e outros de tempestades, mas também muitos dias de sol. "Os desafios existem e ainda persistirão por muito tempo.
E vão muito além das mais de 300 fraturas que sofri até aqui", diz. Essa metáfora sobre os dias de sol e tempestades reflete sua visão otimista e realista sobre a vida, reconhecendo as dificuldades, mas também celebrando as conquistas. A luta de Thais pela inclusão não se limita à sua vida pessoal.
Ela se tornou uma ativista, escritora e professora, utilizando sua voz para promover a conscientização sobre a inclusão de pessoas com deficiência. Seu livro, "Dias de Sol", é uma reflexão sobre como a inclusão pode transformar experiências cotidianas, como um simples passeio no shopping ou na praia, quando há estruturas acessíveis e empáticas. Thais utiliza humor e ironia em sua obra para provocar reflexões sobre a percepção da deficiência na sociedade, mostrando que a inclusão é uma responsabilidade coletiva.
"A inclusão depende de cada um de nós, diariamente, na fila do banco, na praça, no escritório. E a transformação começa na mudança de olhar", ressalta Thais. Ela acredita que é essencial valorizar os dias de sol, mesmo diante das dificuldades, e que essa perspectiva é necessária para a saúde mental e social de uma pessoa com deficiência.
Essa mensagem é um convite à empatia e à ação, destacando que pequenas mudanças na forma como nos relacionamos com as pessoas podem ter um grande impacto. Thais também compartilha suas experiências como skatista e remadora, além de ter conduzido a tocha olímpica e paralímpica nos Jogos do Rio em 2016. Sua trajetória é um testemunho de que, apesar das limitações impostas pela condição, é possível viver plenamente e realizar sonhos.
Através de suas conquistas, Thais inspira outros a desafiar suas próprias limitações e a buscar a inclusão em todos os aspectos da vida. A história de Thais Pessanha é inspiradora e serve como um lembrete de que a inclusão e a aceitação são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ao valorizar os dias de sol, ela nos ensina a enfrentar as tempestades com coragem e determinação, mostrando que a vida pode ser rica e significativa, independentemente das adversidades.
Sua luta é um exemplo de que a verdadeira superação vai além da superação individual, envolvendo a transformação social e a promoção de um mundo mais inclusivo para todos.