Derrite cria força-tarefa para prender assassinos do ex-delegado-geral

Por Autor Redação TNRedação TN

Delegado Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em Praia Grande, SP. Legenda da imagem. Reprodução: Retorno do item 11

Resumo dos fatos

Ruy Fontes, de sessenta e oito anos, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira em Praia Grande, no litoral paulista. Fontes comandou a instituição entre dois mil e dezenove e dois mil e vinte e dois, indicado pelo então governador, na época no PSDB. O crime ocorreu em um contexto de violência no estado, enquanto as autoridades ainda investigam a autoria e o motivo.

Quem foi Ruy Fontes

Ruy Ferraz Fontes teve carreira marcada por atuação no DHPP, Denarc e no Decap. Entre dois mil e dezenove e dois mil e vinte e dois, ele chefiou a Polícia Civil paulista, sendo indicado pelo então governador para o posto de delegado-geral. Sua trajetória incluiu liderança de ações de combate à criminalidade organizada e participação em operações de alto impacto.

Detalhes do crime e perícia inicial

Fontes foi morto a tiros na cidade de Praia Grande, após ser perseguido por criminosos em um carro. Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo de Fontes é cercado, bate em um ônibus e, em seguida, o grupo desembarca e atira contra o ex-delegado. A vítima recebeu atendimento médico, mas não resistiu. Até o momento as autoridades não identificaram os autores nem o motivo do ataque.

Resposta da Secretaria de Segurança e medidas imediatas

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que será integrada uma força-tarefa com prioridade para prender os assassinos.

Determinei integração de força-tarefa, com prioridade definida pelo governador para prender os criminosos. O procurador-geral de Justiça ofereceu o apoio do Gaeco.
Fontes foi citado pela prefeitura de Praia Grande como ex-gestor da pasta de Administração desde o ano de dois mil e vinte e três. O atual delegado-geral Arthur Dian deslocou-se ao local para acompanhar as investigações iniciais.

Reações de especialistas e entidades

A diretora do Instituto Sou da Paz lamentou a morte de Fontes, ressaltando a necessidade de evitar novas mortes na Baixada Santista.

Brutal a execução do ex-delegado geral na Baixada Santista; solidariedade à família. É preciso agir com inteligência e investigação, sem ampliar a violência.
A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil manifestou indignação e solidariedade diante da morte de Fontes, destacando que a dedicação, coragem e os enormes prejuízos impostos às organizações criminosas fizeram dele uma voz firme pela lei, a justiça e pela proteção da cidadania.

Contexto histórico do combate ao PCC

Marcio Christino, ex-promotor que atuou no combate à quadrilha no início dos anos dois mil e teve atuação ao lado de Fontes, afirmou que Fontes foi uma das pessoas que ajudaram a prender lideranças do PCC.

Foi mais de quarenta anos na polícia, e Ruy participou de prisões de lideranças do PCC, incluindo Marcola.
Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getulio Vargas, ressaltou a importância de agir com estratégia e investigação para enfrentar o PCC sem ampliar a violência.
É uma ação extremamente ousada, disse Alcadipani, ao comentar o momento e as medidas de resposta.

Perspectivas futuras

Especialistas apontam que a investigação pode ampliar a atuação da força-tarefa e reforçar a cooperação entre instituições, incluindo o Gaeco, para coibir o avanço de organizações criminosas. Os impactos vão além da Polícia Civil, atingindo políticas públicas de segurança na Baixada Santista e no estado, com consequências para estratégias de combate à criminalidade e à proteção da cidadania.

Tags: Segurança Pública, Ruy Fontes, Polícia Civil SP, Força-Tarefa, Praia Grande Fonte: g1.globo.com