Um trágico naufrágio de barcos turísticos no sudoeste da China resultou em pelo menos nove mortes e 70 feridos, após uma tempestade repentina atingir a região. O incidente ocorreu no domingo, 4 de maio de 2025, no rio Liuchong, em Qianxi, durante o feriado nacional chinês. Enquanto a Agência Xinhua relata a confirmação de nove óbitos, outras fontes incluem um décimo desaparecido, aumentando a preocupação com a segurança nas atividades turísticas aquáticas.
A tragédia se desenrolou por volta das 16h40 (horário local) quando rajadas fortes de vento e granizo geraram condições climáticas adversas, resultando em névoa densa que prejudicou a visibilidade. Barrando a comunicação e a segurança das embarcações, quatro barcos, cada um capaz de transportar até 40 pessoas, foram virados pelas ondas fortes. Apesar de não estarem superlotados, 84 passageiros foram lançados nas águas turbulentas — há informações que indicam que 70 deles necessitaram de hospitalização.
O presidente Xi Jinping ordenou esforços imediatos nas operações de resgate e enfatizou a importância de aumentar as medidas de segurança em áreas turísticas, especialmente durante períodos de alta movimentação como o feriado de cinco dias que alcançou seu ápice nesse domingo. Regiões como Qianxi atraem numeroso fluxo turístico devido à sua beleza natural e atraentes montanhas cênicas, mas os eventos trágicos dessa magnitude expõem a vulnerabilidade dos locais a desastres ambientais.
Cerca de 500 agentes de segurança, incluindo bombeiros e equipes médicas, estavam envolvidos nas operações de busca por vítimas. A busca continua pelo desaparecido, enquanto os feridos foram considerados fora de risco e estão recebendo atendimento médico. Testemunhas relataram que, além das quatro embarcações turísticas, outras duas sem passageiros também naufragaram, mas suas tripulações conseguiram sobreviver ao incidente.
O acidente não apenas despertou uma onda de lamento em toda a China, mas também chamou a atenção internacional devido à sua ocorrência em um feriado em que milhões de chineses viajam pelo país. Especialistas questionaram os protocolos de segurança marítima sob condições meteorológicas extremas, identificando a falta de superlotação como um fator mitigador, sugerindo que as causas do desastre estão mais ligadas a fenômenos meteorológicos imprevisíveis e não a negligência humana.
A Administração Meteorológica da China já havia emitido alertas de chuvas torrenciais para a região sul e sudoeste do país antes do desastre. Enquanto os investigadores se aprofundam nas causas do naufrágio, a Xinhua destacou que este foi o mais sério acidente fluvial desde 2021, reacendendo discussões sobre regulamentações de transporte fluvial e a proteção dos turistas em áreas vulneráveis a desastres naturais. O governo também oferece apoio psicológico e jurídico às famílias das vítimas, demonstrando uma resposta atenta ao desastre que abalou a imagem da segurança turística na China. O caso ressalta a necessidade de uma abordagem robusta para mitigar riscos e garantir a segurança dos turistas em localidades propensas a fenômenos climáticos adversos.