A Operação Tridente III começa em 9 de novembro entre Santos e Praia Grande, no litoral de São Paulo, para simular ameaças a cabos submarinos de fibra óptica e outras estruturas estratégicas. O exercício da Marinha do Brasil está previsto para terminar no dia 12.
As atividades vão simular situações de ameaça no mar, em áreas terrestres e em sistemas digitais. A operação também prevê o monitoramento e a proteção de instalações importantes.
Mobilização e participantes
Segundo a Marinha, cerca de 20 embarcações e equipes de fuzileiros navais serão mobilizadas. A operação também contará com aeronaves da Força Aérea Brasileira, incluindo uma de patrulha marítima, e satélites.
Entre os participantes estão o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Brasileiro de Proteção de Cabos Submarinos. O Esquadrão de Guerra Cibernética da Marinha e a Brasil Terminal Portuário (BTP) participam pela primeira vez desta edição.
A participação da BTP envolve a proteção dos sistemas usados no funcionamento do terminal, incluindo operações de movimentação de contêineres, carga e descarga, acessos e logística.
Importância dos cabos e da região
Segundo a Anatel, cerca de 99% do tráfego internacional de dados do Brasil passa por cabos submarinos. A Marinha afirma que a operação busca reforçar a segurança dessas estruturas, essenciais para a comunicação entre países.
A escolha da Baixada Santista está relacionada à importância da região para a rede de cabos submarinos que conecta o Brasil a outros países.
O exercício dá continuidade a discussões realizadas em junho de 2026, durante um encontro internacional promovido pela Marinha em Niterói. Na ocasião, representantes de órgãos públicos, empresas e marinhas de outros países discutiram formas de proteger os cabos submarinos.