O que é enfisema pulmonar, doença revelada pelo jornalista Pedro Bial

Por Autor Redação TNRedação TN

O jornalista Pedro Bial em evento na Febraban Tech no Distrito Anhembi. - Leandro Chemalle - 24.ago.26/Thenews2/Folhapress

O jornalista e apresentador Pedro Bial, de 68 anos, revelou que foi diagnosticado com um pequeno enfisema pulmonar, quadro que atribui diretamente aos anos em que foi consumidor assíduo de cigarro.

Em entrevista recente à revista *GQ Brasil*, o apresentador compartilhou detalhes de seu histórico com o tabaco e afirmou que parou de fumar há 18 anos. *"Eu era um fumante bravo. A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante"*, desabafou Bial ao relatar o acompanhamento médico que realiza para manter a saúde respiratória estável.

O que é o enfisema pulmonar?

O enfisema pulmonar é uma das formas que compõem o grupo da **DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)**, provocando lesões progressivas nas estruturas pulmonares.

A condição se desenvolve quando as paredes dos alvéolos — pequenas bolsas elásticas responsáveis pelas trocas gasosas no organismo — sofrem destruição contínua. Sem essa estrutura funcional, os pulmões perdem sua elasticidade natural, tornando muito mais difícil a eliminação completa do ar durante a expiração.

Como é nos alvéolos que o oxigênio ingressa na corrente sanguínea e o gás carbônico é expelido, a degradação alveolar reduz paulatinamente a capacidade respiratória geral do paciente.

Tabagismo e outros fatores de risco

O principal fator determinante para o surgimento do enfisema pulmonar é o tabagismo prolongado. A inalação de toxinas presentes na fumaça do cigarro convencional, de charutos e cachimbos desencadeia inflamações contínuas no tecido pulmonar ao longo de anos e décadas. Especialistas alertam ainda para os riscos de dispositivos eletrônicos modernos (vapes e narguilés), cujas substâncias irritantes também agridem severamente as vias aéreas.

Além do fumo, a exposição frequente a altos índices de poluição do ar, poeiras industriais e vapores químicos tóxicos no ambiente de trabalho também pode desencadear ou acelerar a doença.

Sintomas iniciais e sinais de evolução

Nos estágios iniciais, o enfisema pulmonar costuma manifestar-se de maneira discreta ou assintomática. Com o tempo, surgem sinais progressivos:
- Falta de ar (*dispneia*) perceptível inicialmente em esforços intensos e, posteriormente, em atividades cotidianas simples como subir escadas ou caminhar;
- Tosse persistente com produção constante de secreção respiratória;
- Chiado e aperto no peito;
- Cansaço e fadiga sem causa aparente.

Em fases mais avançadas, a dificuldade para respirar pode ocorrer mesmo em estado de repouso absoluto, aumentando a vulnerabilidade a infecções respiratórias graves como pneumonias e gripes.

Diagnóstico e possibilidades de tratamento

O diagnóstico do enfisema envolve avaliação clínica detalhada, histórico de exposição ao fumo e exames complementares de imagem, especialmente tomografias computadorizadas de tórax. O exame de **espirometria** (prova de função pulmonar) é indispensável para medir os volumes pulmonares e o fluxo de ar exalado.

Embora o enfisema pulmonar não tenha cura definitiva — já que a perda das paredes alveolares é irreversível —, os tratamentos atuais proporcionam melhora substancial na qualidade de vida e retardam o avanço do quadro:
1. **Cessação imediata do fumo:** Medida mais urgente para estancar novas agressões aos tecidos dos pulmões.
2. **Medicamentos inalatórios:** Broncodilatadores e corticosteroides inalados que desobstruem as vias aéreas e facilitam o fluxo respiratório.
3. **Reabilitação pulmonar:** Exercícios físicos orientados e fisioterapia respiratória para fortalecer a musculatura respiratória.
4. **Oxigenoterapia e suporte cirúrgico:** Em estágios avançados, o uso de oxigênio suplementar contínuo ou cirurgias de redução de volume pulmonar podem ser indicados por especialistas.

Tags: Saúde, Pedro Bial, Enfisema Pulmonar, Tabagismo, Medicina, Bem-Estar Fonte: redir.folha.com.br