Nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, a Petrobras (PETR4) divulgará seu balanço do primeiro trimestre, e as expectativas são altas entre os analistas do mercado. Após a divulgação de dados operacionais considerados positivos, as projeções para os resultados financeiros da companhia foram revisadas para cima. O relatório de produção e vendas, apresentado em 30 de abril, trouxe números que animaram os investidores e especialistas do setor.
Os analistas esperam que dois indicadores principais apresentem resultados positivos: o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) e os dividendos da empresa. O Bank of America (BofA) acredita que a melhora nos resultados pode ser atribuída ao aumento nos preços do petróleo Brent, que, em média, ficou em US$ 78,4 por barril no trimestre, além de um crescimento de 16% na produção de petróleo em comparação ao ano anterior. Recentemente, o BofA elevou a recomendação da Petrobras para "compra", reforçando a confiança no fluxo de caixa livre para os acionistas.
O Itaú BBA também se mostrou otimista, projetando um Ebitda em torno de US$ 12,5 bilhões, o que representaria um crescimento de aproximadamente 14% em relação ao trimestre anterior. Essa expectativa é sustentada pela alta de cerca de 23% nos preços do petróleo durante o período. O banco estima que o gasto de capital (Capex) da Petrobras será de aproximadamente US$ 4,1 bilhões, um valor que pode superar as expectativas iniciais devido ao ritmo acelerado de execução dos projetos de upstream.
Por outro lado, o Goldman Sachs adota uma postura mais cautelosa, prevendo um Ebitda de US$ 11,5 bilhões, cerca de 11% abaixo do consenso do mercado. Já o Morgan Stanley apresenta uma projeção mais otimista, com um Ebitda de US$ 13,3 bilhões, que pode ser revisada para cima, considerando a força dos prêmios do pré-sal no mercado internacional. Os dividendos também são um ponto de atenção.
O BofA estima que a Petrobras deve anunciar dividendos de R$ 11,7 bilhões, ou aproximadamente US$ 2,35 bilhões, o que resultaria em um retorno de cerca de 1,7% para os acionistas. Essa expectativa é importante, pois o anúncio de dividendos pode impactar significativamente a reação dos investidores, especialmente se os números divulgados diferirem das previsões. Além dos resultados financeiros, a teleconferência de resultados, que ocorrerá na manhã de terça-feira, 12 de maio, será um momento crucial para os investidores.
As declarações da administração sobre a política de preços de combustíveis serão observadas com atenção, especialmente considerando que os preços da gasolina estão atualmente cerca de 40% abaixo da paridade internacional. Essa situação pode levar a administração a se posicionar sobre a necessidade de ajustes nos preços, o que é um tema sensível e que pode influenciar a percepção do mercado sobre a empresa. As projeções de Ebitda e dividendos variam entre as principais casas de análise, mas a expectativa geral é de um desempenho forte da Petrobras no primeiro trimestre de 2026.
O consenso entre os analistas é que, independentemente do nível de capex elevado, a dinâmica positiva dos resultados deve se manter, refletindo a recuperação dos preços do petróleo e a eficiência operacional da companhia. Essa recuperação é vista como um sinal de que a Petrobras está se adaptando às condições de mercado e buscando maximizar seu potencial de geração de caixa. Em resumo, a expectativa para o balanço da Petrobras é de resultados positivos, com analistas apostando em um Ebitda robusto e dividendos atrativos.
A divulgação dos números e as declarações da administração na teleconferência serão fundamentais para direcionar o sentimento do mercado em relação à empresa nos próximos dias. A atenção dos investidores estará voltada não apenas para os números, mas também para as estratégias futuras da companhia, que podem impactar seu desempenho a longo prazo.