China e EUA fecham acordos comerciais limitados sobre jatos da Boeing e carne bovina

Por Autor Redação TNRedação TN

China e EUA fecham acordos comerciais limitados sobre jatos da Boeing e carne bovina

A recente cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, resultou em acordos comerciais limitados que podem sinalizar um alívio nas tensões entre as duas potências. A China concordou em adquirir 200 jatos da Boeing e retomar as importações de alguns produtos de carne bovina dos EUA. Essas decisões foram anunciadas pelo Ministério do Comércio da China, que destacou a importância das discussões aprofundadas sobre tarifas realizadas na semana passada.

O ministério expressou a expectativa de que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos e garantam que as tarifas sobre produtos chineses não excedam os níveis acordados em uma reunião anterior, realizada em outubro, em Kuala Lumpur. Além disso, Pequim espera que Washington avance nas negociações futuras para remover tarifas unilaterais aplicadas à China. Os acordos incluem um entendimento preliminar para discutir um arcabouço de reduções recíprocas de tarifas sobre produtos equivalentes, com cada lado incluindo bens no valor de pelo menos US$ 30 bilhões.

Se concretizadas, essas reduções tarifárias poderiam abranger cerca de 10% das importações americanas provenientes da China, segundo o economista Zhiwei Zhang, da Pinpoint Asset Management. Embora o volume não seja suficiente para alterar as projeções de crescimento da China, representa um passo positivo nas relações comerciais entre os dois países. Zhang comentou que a continuidade do diálogo entre os dois países é uma boa notícia para investidores globais, pois pode ajudar a estabilizar as relações bilaterais.

O ministério também informou que foram alcançados entendimentos sobre barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado envolvendo produtos agrícolas. Entre as medidas acordadas, os EUA se comprometeram a suspender medidas de detenção automática aplicadas a produtos lácteos chineses desde 2008 e a trabalhar para remover restrições semelhantes sobre três categorias de produtos aquáticos chineses. Além disso, Washington aprovou importações-piloto de determinados produtos de bonsai da China.

Do lado chinês, a China retomará o registro de importadores qualificados de carne bovina dos EUA e reiniciará as compras de produtos avícolas de alguns estados americanos. O ministério também acelerará a análise de materiais de adequação apresentados por empresas americanas de carne bovina. Em relação às terras raras, o ministério afirmou que as equipes comerciais dos dois países discutiram extensivamente questões de controle de exportações e que estudarão e tratarão conjuntamente as preocupações legítimas de cada lado.

A China reiterou que impõe controles de exportação sobre minerais estratégicos, como terras raras, de acordo com suas leis e regulamentos, e analisa pedidos de licenças de exportação para uso civil que estejam em conformidade. Esses acordos comerciais limitados são vistos como um sinal de que as tensões entre os EUA e a China podem estar diminuindo, embora muitos analistas permaneçam céticos sobre a possibilidade de um acordo comercial abrangente no futuro próximo. A relação entre as duas nações continua a ser complexa, com questões como propriedade intelectual, segurança nacional e direitos humanos ainda sendo pontos de discórdia.

A expectativa agora é que as negociações continuem e que os compromissos assumidos sejam cumpridos, o que poderá trazer um novo impulso para as relações comerciais entre os dois países e, potencialmente, para a economia global como um todo. O cenário atual, portanto, não apenas reflete um momento de alívio nas tensões, mas também destaca a necessidade de um diálogo contínuo e construtivo entre as duas potências, que são fundamentais para a estabilidade econômica global.

Tags: China, EUA, Acordos Comerciais, Boeing, Carne Bovina, Tarifas Fonte: www.infomoney.com.br