O mercado de condomínios logístico-industriais no Brasil tem passado por transformações significativas, onde a eficiência operacional se destaca como um fator crucial para a valorização de ativos e atração de investidores. A Fulwood, uma das principais empresas do setor, tem se posicionado como um exemplo de como a gestão estruturada e a padronização de processos podem influenciar positivamente a performance dos empreendimentos. Recentemente, a Fulwood anunciou uma taxa de vacância zero em seu portfólio no primeiro trimestre de 2026, resultado de uma estratégia que integra desenvolvimento, operação e gestão dos empreendimentos.
Em 2025, a empresa alcançou uma taxa média de ocupação de 99,12%, gerenciando cerca de 850 mil m² e investindo mais de R$ 499 milhões em projetos. Para 2026, a Fulwood planeja um pipeline robusto de entregas, com novos projetos e expansões em mercados estratégicos, reforçando sua presença nos principais corredores logísticos do país. A empresa tem focado em ativos de alto padrão, conhecidos como triple A, que oferecem eficiência operacional, soluções sustentáveis e localização privilegiada.
Recentemente, foram inaugurados dois empreendimentos em Minas Gerais: o Infinity Business Park, em Extrema, e o Pouso Alegre Business Mark, em Pouso Alegre. Mariana Schilis, sócia da Fulwood, destaca que "a eficiência operacional está diretamente ligada à capacidade de gerar valor no longo prazo". A gestão estruturada e o acompanhamento constante das operações tornam os ativos mais competitivos e atraentes para investidores e locatários.
A Fulwood não apenas identifica áreas estratégicas, mas também realiza a gestão contínua dos ativos, o que permite um controle mais rigoroso sobre padrões construtivos, operação e manutenção. Em 2025, a empresa realizou mais de 16 mil manutenções, sendo 48% preventivas, 38% inspeções e 14% corretivas, abrangendo sistemas elétricos, hidráulicos, mecânicos e de climatização. Essas ações têm contribuído para a redução de riscos operacionais e fortalecimento da previsibilidade das operações.
Além disso, a Fulwood tem investido em eficiência energética e hídrica. Em 2025, todos os empreendimentos sob sua gestão contaram com iluminação LED nas áreas comuns e dispositivos como arejadores e temporizadores nas torneiras. Parte do portfólio também opera no Mercado Livre de Energia, o que proporciona maior previsibilidade contratual e gestão estratégica do consumo energético.
A padronização operacional permite à Fulwood acompanhar indicadores de forma mais precisa, identificar oportunidades de melhoria e garantir consistência na gestão dos ativos. Isso impacta diretamente na eficiência do portfólio e na percepção de valor dos empreendimentos no mercado. Outro aspecto importante é a relação entre eficiência operacional e sustentabilidade financeira.
Ativos com gestão eficiente tendem a reduzir desperdícios, otimizar custos operacionais e preservar melhor sua qualidade ao longo do tempo, fatores que influenciam tanto a retenção de locatários quanto a atratividade para investidores institucionais. A Fulwood também tem avançado na consolidação de práticas de governança e gestão de riscos, integrando os temas ESG (ambientais, sociais e de governança) às suas rotinas operacionais. Essa abordagem responde a uma demanda crescente do mercado por ativos mais eficientes e alinhados a padrões internacionais de gestão e sustentabilidade.
Mariana Schilis ressalta que "o investidor hoje olha para além da localização e do padrão construtivo. A qualidade da operação, a governança e a capacidade de gestão do ativo passaram a ter um peso cada vez maior na análise de valor e de risco". Com mais de 20 empreendimentos em estados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, a Fulwood projeta expandir sua área bruta locável em mais de 150 mil m² em 2026.
A empresa acredita que o crescimento sustentável do setor estará cada vez mais associado à capacidade de operar ativos de forma eficiente e segura, alinhada às novas exigências do mercado. A tendência é que o setor logístico-industrial continue evoluindo em direção a operações mais inteligentes, integradas e orientadas por dados. A eficiência operacional não é mais apenas uma questão de redução de custos, mas um elemento central para sustentar o crescimento, a competitividade e a geração de valor no longo prazo.