O empresário Luciano Hang, conhecido por sua atuação à frente da rede Havan, expressou preocupações sobre o futuro econômico do Brasil após a recente aprovação do novo regime de trabalho pela Câmara dos Deputados. Em um vídeo postado em suas redes sociais, Hang ironizou a possibilidade de uma mudança ainda mais drástica na carga horária de trabalho, sugerindo a adoção da escala 4x3, que, segundo ele, aceleraria a falência de pequenas e médias empresas no país. "Se for para quebrar o país, que seja rápido", afirmou Hang, referindo-se à nova legislação que altera a escala de trabalho de 6x1 para 5x2, com a possibilidade de redução da carga horária.
Essa mudança, segundo o empresário, pode resultar em um aumento significativo da pressão inflacionária e na falência de negócios menores, que já enfrentam dificuldades em um ambiente econômico desafiador. Hang argumenta que a nova legislação, ao reduzir a carga horária, pode levar a um aumento da informalidade no mercado de trabalho, além de diminuir as oportunidades de emprego. Ele acredita que a pressão tributária sobre os negócios também se refletirá nos preços dos bens e serviços, impactando diretamente o consumidor final.
Em uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Hang destacou que a implementação da nova escala pode ter um impacto de 15% a 20% nas operações da Havan, o que representa uma preocupação significativa para o empresário. Ele criticou a proposta de redução da carga horária, afirmando que essa medida pode ser vista como uma tentativa de enganar os trabalhadores, que, segundo ele, acabarão pagando a conta dessa mudança.
"Quem vai pagar a conta do fim da escala 6x1? O TRABALHADOR! Não caia no conto do vigário.
Agora, com o período eleitoral começando, vão querer enganar você com propostas eleitoreiras", disse Hang. Ele enfatizou que, embora muitas pessoas desejem trabalhar menos, essa redução não pode ocorrer sem consequências, e que a conta dessa mudança precisa ser paga de alguma forma. O empresário também fez um apelo para que o Congresso considere as consequências de suas decisões, alertando que a aprovação de medidas que favorecem a redução da carga horária pode levar o Brasil a um cenário de crise ainda mais profundo.
"Se esse projeto for realmente aprovado, será o começo do fim. O Brasil vai, de vez, para o abismo! Vamos perder empresas, empregos e oportunidades para outros países, como o Paraguai, que incentiva e não pune quem produz", afirmou.
Além disso, Hang defendeu a ideia de que os trabalhadores devem ter a liberdade de escolher quantas horas e quantos dias desejam trabalhar, argumentando que a liberdade econômica é fundamental para o crescimento e a prosperidade do país. Ele comparou a situação do Brasil com a dos Estados Unidos, que, segundo ele, se tornaram uma potência econômica ao valorizar o trabalho e a produtividade. "Precisamos parar de punir quem produz, gera empregos e movimenta a economia.
Nenhum país prosperou dificultando a vida de quem trabalha. O Brasil precisa incentivar a liberdade, o empreendedorismo e a geração de oportunidades. É assim que se constrói um país mais rico e com mais qualidade de vida para todos", concluiu Hang.
A discussão sobre a nova escala de trabalho e suas implicações para a economia brasileira continua a gerar polêmica, com diferentes setores da sociedade apresentando suas opiniões sobre o tema. Enquanto alguns defendem a redução da carga horária como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, outros, como Hang, alertam para os riscos que essa mudança pode trazer para a economia do país.