As bolsas de Nova York fecharam em alta significativa na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, impulsionadas pela vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e pela aceitação do resultado pelo presidente Donald Trump.
O índice Dow Jones subiu 3,03%, encerrando em 53.357,19 pontos. O S&P 500 avançou 1,58%, a 7.688,62 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,44%, fechando em 25.736,51 pontos. Essas altas refletem a retomada do controle do Congresso pelos democratas, conforme fontes do mercado.
Para o analista Jeff Buchbinder, da LPL Financial, o cenário é favorável para o mercado no próximo ano:
> "O S&P 500 avançou, em média, cerca de 15% nos 12 meses seguintes às eleições de meio de mandato."
No pregão, o setor de saúde se destacou com a valorização das ações. Empresas como Oscar Health e Molina Healthcare subiram 8% cada, e a Centene teve ganhos superiores a 12%. Esse desempenho ocorre em meio à análise da agenda democrata para ampliar o acesso e reduzir custos médicos.
Por outro lado, ações de grandes empresas de tecnologia sofreram recuos. Tesla e Nvidia registraram quedas de 3,34% e 3,12%, respectivamente. Parte dessa movimentação está associada a Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, que investiu quase meio bilhão de dólares tentando impedir vitórias democratas.
O segmento de inteligência artificial (IA) apresentou queda, principalmente pela expectativa de aumento dos obstáculos regulatórios e ambientais para a expansão de data centers. O índice de semicondutores da Filadélfia (SOX) caiu mais de 3%.
Dan Ives, analista da Yorkville Ives, avaliou:
> "A onda azul dos democratas para retomar o Congresso vai reduzir o ritmo de construção da infraestrutura de IA. A conquista das duas Casas, especialmente do Senado, criará grandes obstáculos para a legislação de IA e tecnologia em Washington nos próximos dois anos."
No setor energético, as ações da Chevron e da ExxonMobil recuaram 3% e 4%, respectivamente, acompanhando a queda dos preços do petróleo.
Além dos impactos no mercado financeiro, o deputado democrata Hakeem Jeffries, cotado para presidir a Câmara, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar antes de janeiro do próximo ano, o que também influencia o cenário geopolítico e econômico.