A morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt comoveu não só o Brasil, mas o mundo do esporte. O ídolo brasileiro nos deixou na tarde desta sexta-feira (17), aos 68 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Com a confirmação da morte, jornais espalhados pelo mundo relembraram histórias do ex-jogador de basquete com outros ídolos do esporte que morreram recentemente.
Uma dessas histórias está associada à amizade entre Diego Armando Maradona, considerado por muitos o maior jogador da história do futebol argentino, e Oscar Schmidt. Maradona e Oscar viveram uma forte relação de amizade, que teve sua base e se iniciou longe da América do Sul.
Laços eternos
A amizade entre Oscar e Maradona se iniciou enquanto ambos praticavam seus respectivos esportes em solo italiano, na Europa. Enquanto o astro do futebol argentino defendia o Napoli, a lenda do basquete brasileiro atuava no Juve Caserta.
Em entrevista a um documentário da Movistar+, Maradona não poupou elogios ao amigo e o tratou como "melhor do mundo".
"Além de ser amigo, sou um admirador dele, porque acho que ele é o melhor jogador do mundo. Conheço-o como pessoa e adoro a sua personalidade, porque ele é humilde e do jeito que eu gosto que as pessoas sejam", disse Diego Armando Maradona.
Reciprocidade
Se Maradona não se rendeu a elogios a Oscar, do lado do brasileiro, a admiração é a mesma. Em entrevista à imprensa italiana, o ídolo brasileiro relembrou momentos importantes ao lado de Maradona e afirmou que a amizade de ambos era baseada na "loucura".
Adeus à lenda
De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, o velório de Oscar Schmidt aconteceu na mesma noite. Com muita discrição, por desejo da família, o "Mão Santa" foi vestido com o uniforme da seleção brasileira e cremado em seguida. O evento foi restrito apenas a familiares do ex-atleta.
Carreira na seleção
Ainda nos times juvenis do Palmeiras, seu primeiro clube profissional, Oscar Schmidt iniciou sua brilhante carreira na seleção brasileira. No Sul-Americano Juvenil de 1977, foi eleito o melhor pivô, fato que o colocou no time principal.
Nos anos seguintes, o atleta conquistou seu espaço na equipe, participando das conquistas sul-americanas em Valdívia, no Chile, e do bronze mundial nas Filipinas, no ano seguinte.
Oscar defendeu as cores do Brasil profissionalmente por 19 anos, com quatro títulos conquistados (três Sul-Americanos, em 1977, 1983 e 1985; e um Pan-Americano, em 1987), além de outras cinco medalhas oficiais.