Depois da maratona em menos de 2 horas, quais recordes ‘impossíveis’ ainda resistem?

Por Autor Redação TNRedação TN

Sebastian Sawe celebra recorde mundial na Maratona de Londres 2026.

Em um feito histórico para o atletismo, a barreira considerada por décadas como impossível foi finalmente superada: correr uma maratona em menos de duas horas. Este marco foi alcançado não por um, mas por dois corredores na Maratona de Londres, realizada no domingo, 26 de abril de 2026. Sabastian Sawe, que estabeleceu o novo recorde mundial, e Yomif Kejelcha, segundo colocado, tornaram-se os primeiros atletas a completar os 42 quilômetros em menos de duas horas, quebrando um limite que parecia inalcançável.

Apesar dessa conquista monumental, o universo dos esportes ainda guarda desafios que permanecem intocados, verdadeiros recordes “impossíveis” que continuam a inspirar atletas e entusiastas ao redor do mundo.

Travessia do Oceano Pacífico a Nado

Para os amantes da natação, um dos maiores desafios ainda não vencidos é a travessia solo do Oceano Pacífico. Com uma extensão de aproximadamente 8.270 km entre as Américas e a Ásia, o Pacífico aguarda um nadador capaz de cruzar suas águas sem auxílio externo. A tentativa mais recente foi realizada pelo francês Benoit Lecomte em 2018, que tentou nadar de Choshi, no Japão, até São Francisco, nos Estados Unidos. No entanto, a jornada foi interrompida devido a problemas na embarcação de apoio, que era necessária para a segurança do nadador.

Lecomte também se autoproclamou o primeiro a cruzar o Atlântico nadando em 1998, mas seu feito não foi reconhecido pelo Guinness World Records devido à incerteza sobre a distância efetivamente percorrida.

Salto em Distância de 9 Metros

Outro recorde que permanece inalcançável é o salto em distância de 9 metros. O recorde mundial atual é de 8,95 metros, estabelecido por Mike Powell no Mundial de Atletismo de 1991, no Japão. Powell chegou perto de superar a marca no ano seguinte, com um salto de 8,99 metros auxiliado pelo vento e em região de altitude, mas este não foi contabilizado oficialmente.

Além disso, o recorde olímpico mais duradouro também pertence ao salto em distância, com Bob Beamon alcançando 8,90 metros na Olimpíada de 1968, na Cidade do México.

Recorde de Permanência Submersa Sem Respirar

No campo dos esportes de resistência, o recorde de permanência submersa sem respirar também é um desafio que ainda não foi superado. Em 2025, o croata Vitomir Maricic ficou 29 minutos e 3 segundos debaixo d’água sem respirar, chegando muito perto de ultrapassar a marca anterior, que era de 24 minutos e 37,36 segundos, também detida por um compatriota, Budimir Sobat.

Escalada da Montanha Gangkhar Puensum

Para os fãs de montanhismo, a montanha Gangkhar Puensum representa um desafio inédito. Com 7.570 metros de altura, é a 40ª montanha mais alta do mundo e a mais alta que ainda não foi escalada pelo ser humano. Localizada na fronteira entre o Butão e a China, a montanha é considerada sagrada pelos habitantes locais, que a chamam de “Pico Branco dos Três Irmãos Espirituais”.

Desde 1994, o governo do Butão proibiu escaladas acima dos 6 mil metros em respeito às crenças espirituais locais, tornando a conquista da montanha um desafio que vai além do físico, envolvendo também questões culturais e religiosas.

O Futuro dos Recordes “Impossíveis”

Embora a marca da maratona em menos de duas horas tenha sido quebrada, o mundo dos esportes continua a ser palco de desafios que testam os limites humanos. Cada recorde “impossível” que resiste serve como inspiração para atletas que buscam ultrapassar barreiras físicas, mentais e culturais.

Esses desafios, que vão desde a travessia de oceanos a nado até a escalada de montanhas sagradas, mostram que o espírito humano está sempre em busca do extraordinário, motivando novas gerações a sonhar e a se superar.

Tags: maratona sub 2 horas, recordes impossíveis, Sabastian Sawe, Yomif Kejelcha, travessia do Pacífico a nado, salto em distância recorde, Vitomir Maricic, Gangkhar Puensum, desafios esportivos, recordes mundiais Fonte: veja.abril.com.br