Diretor da FIA explica sistema de auxílio para motores na F1 2026: "Não é fórmula mágica"

Por Autor Redação TNRedação TN

Diretor da FIA explica sistema de auxílio para motores na F1 2026: "Não é fórmula mágica" - Foto: Globo Esporte

A Fórmula 1 está passando por uma transformação significativa com a introdução do sistema ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), que visa equilibrar a competição entre os fabricantes de motores. O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, explicou que essa ferramenta não é uma solução mágica, mas sim uma oportunidade para as montadoras que estão em desvantagem em relação às líderes do campeonato. Após o Grande Prêmio do Canadá, que ocorrerá em 24 de maio, a FIA irá avaliar quais fabricantes de motores estão aptos a receber assistência através do ADUO.

Tombazis enfatizou que o sistema não se trata de um mecanismo que permite a uma equipe aumentar repentinamente o fluxo de combustível ou alterar o peso do carro, mas sim de uma flexibilização do teto de gastos, permitindo que as montadoras desenvolvam seus motores dentro dos limites estabelecidos pelo regulamento técnico. O ADUO foi criado para ajudar as montadoras que enfrentam dificuldades e manter a competitividade na Fórmula 1, especialmente com a introdução de novas regras técnicas. As equipes que estiverem 2% ou mais abaixo da melhor fabricante poderão receber permissões excepcionais para mais testes e atualizações, além de um ajuste no teto de gastos.

Essa medida é crucial, pois a Fórmula 1 é conhecida por sua alta competitividade, e garantir que todas as equipes tenham uma chance justa é fundamental para o sucesso do esporte. A primeira fase do ADUO será implementada após o GP de Miami, que é a sexta corrida da temporada de 2026. A FIA decidiu adiar a data de implementação devido à não realização das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita, que estavam programadas para abril.

O sistema será baseado em um índice de desempenho do motor a combustão, que considera fatores como torque, rotação do motor e potência do MGU-K (motor gerador de unidade de potência). Essa abordagem técnica é um reflexo do compromisso da FIA em manter a integridade e a competitividade da Fórmula 1. As montadoras que apresentarem uma disparidade de 10% ou mais em relação à melhor unidade de potência poderão ter acesso a até 230 horas extras de testes, uma flexibilização de 11 milhões de dólares no teto de gastos e, para as piores fabricantes, a possibilidade de antecipar 8 milhões de dólares do teto orçamentário futuro.

As atualizações permitidas incluem melhorias no motor a combustão, sistema de exaustão, turbo, válvulas de escape, componentes elétricos, sensores e no sistema de recuperação de energia (ERS). Essas mudanças são projetadas para permitir que as equipes se adaptem rapidamente às novas exigências e melhorem seu desempenho ao longo da temporada. Tombazis destacou que o ADUO não deve ser visto como uma forma de dar vantagens a quem está atrás, mas sim como uma maneira de permitir que todos os fabricantes tenham a chance de competir de forma justa.

"Isso não significa subestimar o seu valor, mas um fabricante ainda precisará construir o melhor motor para vencer. Não é uma fórmula mágica, ou como se a FIA estivesse dando pontos de graça para quem está atrás", afirmou. Essa declaração é importante, pois reafirma o compromisso da FIA em manter a equidade na competição, evitando que o sistema seja mal interpretado como uma forma de favorecer equipes menos competitivas.

A FIA também aumentou a faixa do índice de disparidade dos motores, permitindo que mais montadoras se beneficiem do sistema. Essa mudança reflete a preocupação com a competitividade na Fórmula 1, onde algumas montadoras, como a Honda, estão enfrentando dificuldades em comparação com líderes como a Mercedes. A introdução do ADUO é um passo significativo para garantir que a Fórmula 1 continue a ser um espetáculo emocionante e competitivo.

Com a implementação do ADUO, a expectativa é que a Fórmula 1 se torne mais equilibrada e competitiva, proporcionando um espetáculo ainda mais emocionante para os fãs. As equipes e fabricantes agora têm a oportunidade de se adaptar e melhorar suas unidades de potência, o que pode resultar em corridas mais acirradas e imprevisíveis ao longo da temporada de 2026. Essa iniciativa não apenas beneficia as equipes, mas também promete aumentar o interesse e a emoção entre os fãs, que aguardam ansiosamente por cada corrida.

Tags: F1, ADUO, motores, Fórmula 1, Nikolas Tombazis Fonte: ge.globo.com