Canoísta brasileiro é empurrado por rival na Copa do Mundo; seleção leva 7 medalhas em etapa

Por Autor Redação TNRedação TN

Canoísta brasileiro é empurrado por rival na Copa do Mundo; seleção leva 7 medalhas em etapa

No último domingo, 17 de maio, a etapa de Brandemburgo da Copa do Mundo de canoagem velocidade foi marcada por um incidente que chamou a atenção de todos os presentes. Durante a prova do C1 5000 metros, o canoísta brasileiro Mateus Nunes Bastos foi empurrado pelo bielorrusso Ivan Patapenka em um momento crucial da competição, quando os atletas estavam saindo da água para entrar novamente. O impacto fez com que Mateus caísse na água, o que lhe custou tempo e a chance de brigar pelo pódio.

Ele cruzou a linha de chegada na sexta posição, mas subiu para quinto após a desclassificação de Patapenka, que foi penalizado pelo empurrão. Mateus, que estava na disputa pelo terceiro lugar, comentou sobre a situação: "Foi uma prova disputada, muito dura, valendo pontos para os Jogos Olímpicos. Rolou um acidente.

Eu estava em quarto, disputando o terceiro lugar, mas o adversário acabou me derrubando na água. A partir daí, a coisa começou a desandar, mas eu não desisti. Fui para cima e ainda fiquei em quinto.

É aprendizado, voltar para o Brasil, treinar mais e, se Deus quiser, subir ao pódio na próxima etapa". Ele registrou um tempo de 25 minutos e 47 segundos. Apesar do revés de Mateus, a seleção brasileira teve um desempenho notável na etapa, conquistando um total de sete medalhas, incluindo duas de ouro, três pratas e dois bronzes.

As pratas foram conquistadas por Fernando Rufino e Miqueias Rodrigues em provas paralímpicas do caiaque. Rufino subiu ao pódio na disputa do KL2 200 metros, enquanto Rodrigues foi o segundo colocado no KL3 200 metros. Fernando Rufino, que já havia conquistado o ouro nos 200 metros do VL2 no dia anterior, expressou sua felicidade após a prova: "Muito contente.

Agradeço o apoio de todos. Satisfação imensa estar fazendo parte deste ano tão técnico e disputado. Muita alegria chegar com essa performance física, conhecimento da água e inteligência de prova.

Primeiro passo que damos rumo a Los Angeles (Paralimpíadas). Se Deus quiser, estaremos ainda mais preparados". Ele marcou o tempo de 45 segundos e 35 centésimos, ficando atrás apenas do australiano Curtis McGrath, que fez 44 segundos e 98 centésimos.

Miqueias Rodrigues também teve uma performance impressionante, cruzando a linha de chegada em 44 segundos e 91 centésimos, empatando no tempo com o neozelandês Finn Murphy, mas garantindo a medalha de prata nos detalhes. Além das conquistas de Rufino e Rodrigues, a seleção brasileira também contou com a participação de outros atletas nas provas paralímpicas. Flávio Reitz terminou na sétima colocação no KL2 200 metros, enquanto Gabriel Porto ficou em quarto lugar no KL3 200 metros, quase garantindo uma medalha.

Das sete medalhas conquistadas pelo Brasil em Brandemburgo, cinco foram em provas paralímpicas da canoagem. Luis Carlos Cardoso garantiu a prata no KL1 200 metros, e Giovane Vieira levou o bronze no VL3 200 metros. A lista de pódios brasileiros ainda inclui Isaquias Queiroz, que conquistou o ouro no C1 500 metros, e Gabriel Assunção, que levou o bronze na mesma prova, formando uma dobradinha no pódio.

Após a etapa de Brandemburgo, a Copa do Mundo de 2026 fará uma pausa e retornará em julho, entre os dias 9 e 12, na cidade canadense de Montreal. A expectativa é que os atletas brasileiros continuem a se destacar e a conquistar medalhas, especialmente com a proximidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles em 2028.

Tags: Canoagem, Copa do Mundo, Mateus Nunes Bastos, Medalhas, Brasil Fonte: ge.globo.com