Hamilton pretende manter tática de dispensar simulador da Ferrari

Por Autor Redação TNRedação TN

Hamilton pretende manter tática de dispensar simulador da Ferrari

Lewis Hamilton, heptacampeão da Fórmula 1, fez uma escolha ousada ao dispensar o simulador da Ferrari em sua preparação para o GP do Canadá, onde conquistou o segundo lugar. Essa decisão, que pode parecer arriscada para muitos, foi aprovada pelo piloto após perceber que a correlação entre o simulador e a pista real estava irregular. Hamilton acredita que os ajustes feitos no simulador não se mostravam eficazes quando ele entrava no carro de verdade, o que, segundo ele, prejudicava seu desempenho e o levava para a "direção errada".

Após a corrida em Montreal, Hamilton expressou sua intenção de continuar com essa estratégia nas próximas provas. Ele considera que a abordagem de correr primeiro e depois usar o simulador pode ser mais benéfica. "Eu tenho certeza de que eu pilotaria (no simulador) em algum momento.

Acho que o que pode ser bom é, por exemplo, voltar e fazer a correlação com o fim de semana, aí podemos entender o que está faltando", comentou o piloto, enfatizando a importância de uma análise prática após a experiência na pista. Hamilton, que já havia enfrentado dificuldades na temporada anterior, onde não conseguiu subir ao pódio em 2025, acredita que a experiência real na pista é insubstituível. Ele destacou que, em suas melhores corridas, não utilizou o simulador.

"Há muitos riscos. Se você olhar as duas melhores corridas que eu tive, eu não usei o simulador. Foi assim, honestamente.

Em quase todos os campeonatos anteriores, provavelmente com exceção de 2008, eu não usei o simulador. Então não é uma necessidade. É uma ferramenta que pode ser poderosa, mas eu sou da velha guarda.

Eu fico melhor sem ele", afirmou, refletindo sobre sua longa trajetória na Fórmula 1 e a evolução das tecnologias de simulação. Com o segundo lugar no GP do Canadá, Hamilton alcançou 72 pontos na classificação do campeonato de 2026, ocupando a quarta posição, logo atrás de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, que tem 75 pontos. Essa mudança de tática pode ser um divisor de águas na temporada, especialmente considerando que Hamilton já havia demonstrado descontentamento com o desempenho do carro em corridas anteriores.

A Ferrari, que tem enfrentado críticas e desafios, pode ver essa nova estratégia como uma oportunidade para melhorar seu desempenho nas próximas corridas. A decisão de Hamilton de não usar o simulador pode ser vista como uma tentativa de se reconectar com a essência da pilotagem, algo que muitos pilotos consideram fundamental. A prática em simuladores é comum na Fórmula 1, mas Hamilton parece acreditar que a experiência real na pista é mais valiosa do que qualquer simulação.

Essa abordagem pode não apenas impactar sua carreira, mas também influenciar a forma como outros pilotos e equipes abordam a preparação para as corridas no futuro. O GP do Canadá foi um marco na temporada para Hamilton, não apenas por sua performance, mas também pela forma como ele está abordando sua preparação. A Ferrari, que já passou por altos e baixos, agora tem a chance de se reinventar através das experiências de seu piloto mais experiente.

Com a próxima corrida se aproximando, a expectativa é alta para ver como essa nova abordagem de Hamilton se traduzirá em resultados. O heptacampeão está determinado a mostrar que, mesmo sem o simulador, ele ainda pode competir no mais alto nível e trazer a Ferrari de volta ao topo do pódio. Essa decisão pode ser um reflexo de uma nova filosofia de pilotagem que prioriza a intuição e a experiência prática sobre a dependência de tecnologias avançadas, algo que pode ressoar com muitos fãs e especialistas do esporte.

Tags: Hamilton, Simulador, Ferrari, GP do Canadá, Fórmula 1 Fonte: www.gazetaweb.com