Como desafio de montar time em dois dias marcou renascimento de finalista da Taça das Favelas

Por Autor Redação TNRedação TN

Como desafio de montar time em dois dias marcou renascimento de finalista da Taça das Favelas

O Costa e Silva, um time que fez história na várzea campineira, está prestes a viver um momento decisivo em sua trajetória. Após um período de inatividade que se estendeu desde 2020, a equipe conseguiu se reerguer e se classificar para a final da Taça das Favelas Campinas 2026, que ocorrerá no dia 4 de junho, no Estádio Brinco de Ouro, contra o Parque Anchieta. A história do Costa e Silva é marcada por desafios e superações, começando com a morte do ex-presidente Carlão, que levou ao fim do projeto em 2020.

No entanto, a paixão e a determinação de alguns membros da comunidade, especialmente do lateral e capitão João, foram fundamentais para a reativação do time. João, em 2024, decidiu que era hora de recomeçar. Ele mobilizou amigos do bairro, como Nino e Renata, e juntos enfrentaram um grande desafio: a Liga Campineira começaria em apenas dois dias.

Renata, uma das parceiras de João, lançou um desafio: se ele conseguisse reunir 20 meninos sub-14, o time entraria no campeonato. João não hesitou e, em um curto espaço de tempo, conseguiu montar a equipe, organizar uniformes e colocar o Costa e Silva em campo, mesmo sem uma preparação adequada. O início foi difícil, mas logo o time começou a mostrar resultados.

No primeiro ano, surpreendeu ao chegar à semifinal da Liga Campineira. A partir desse momento, o que começou como um projeto improvisado se transformou em uma estrutura sólida, com a criação de novas categorias e a participação em mais competições. O Costa e Silva conquistou títulos importantes, incluindo a Copa Jambeiro e três campeonatos na Liga Campineira nas categorias sub-16, sub-18 e sub-20.

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A reconstrução do Costa e Silva não se limitou apenas ao campo. A equipe se tornou uma verdadeira família, envolvendo não apenas os jogadores, mas também suas famílias e a comunidade. A mãe de João, Gislaine, assumiu a diretoria de esportes, enquanto Renata e Nathalia Ferreira ocuparam posições de destaque na administração e marketing, formando uma diretoria com forte presença feminina.

Na Taça das Favelas, o Costa e Silva chega à final com um desempenho impecável, tendo conquistado todas as partidas até aqui. A semifinal foi marcada por uma vitória convincente de 2 a 0 sobre o Dic XI, com o gol que abriu o caminho para a decisão sendo marcado pelo próprio João. Agora, a expectativa é alta para a final contra o Parque Anchieta, um adversário forte, mas que não intimida a equipe.

"Não adianta chegar até a final e não sair campeão. A gente está feliz, claro, mas quer completar essa história", afirma João, refletindo a ambição e a determinação do grupo. A confiança é palpável entre os jogadores e a comunidade, que se uniram em torno do sonho de conquistar o título e celebrar a resiliência de um time que, mesmo após enfrentar grandes dificuldades, conseguiu se reerguer e voltar a brilhar nos campos.

A final da Taça das Favelas não é apenas um jogo; é a culminação de um esforço coletivo, uma celebração da paixão pelo futebol e da força da comunidade. O Costa e Silva, que já foi um símbolo de tradição na várzea, agora busca reescrever sua história com um título que representa não apenas a vitória em campo, mas também a superação de desafios e a união de uma comunidade em torno de um sonho comum.

Tags: Taça das Favelas, Costa e Silva, Futebol, Campinas, time de futebol Fonte: ge.globo.com