MPAL promove Júri nas Escolas para discutir feminicídio em Santana

Por Autor Redação TNRedação TN

Estudantes participam de simulação de Júri sobre feminicídio na escola. Reprodução: Retorno do item 11

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) realizou, na última quarta-feira (3), mais uma edição da iniciativa “Júri nas Escolas: Cidadania e Tutela da Vida”, desta vez na Escola Estadual Ormindo Barros, em Santana do Ipanema. O objetivo é conscientizar os estudantes do ensino médio sobre a prevenção ao feminicídio e à violência doméstica contra a mulher, além de destacar a importância da participação cidadã no Tribunal do Júri.

Educação cívica em sala de aula

A atividade reuniu estudantes do ensino médio para uma abordagem prática de um caso de feminicídio, buscando transformar conhecimento em atitudes preventivas e incentivar o papel do jovem na justiça.

A iniciativa permitiu aos jovens compreenderem o papel do MPAL na defesa da vida e a função do cidadão no julgamento de crimes dolosos contra a vida.

“É fundamental conscientizar a população, principalmente os adolescentes, sobre temas como o combate ao feminicídio e outras formas de violência contra a mulher. Uma atividade prática sobre o Tribunal do Júri proporciona um aprendizado valioso”, afirmou o promotor de Justiça Thiago Riff, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema e idealizador da iniciativa.

Ele destacou que a intenção é expandir o projeto para outras escolas da cidade, promovendo novas simulações de Júri e reforçando a conscientização dos jovens sobre cidadania e justiça.

A promotora de Justiça Shanya Dantas, titular da 3ª Promotoria da cidade, participou da ação, destacando a relevância de simulações de Júri para explicar a atuação do Ministério Público e o poder do cidadão comum de decidir em nome da sociedade.

Como funciona o Tribunal do Júri

O Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, garantindo participação popular por meio do Conselho de Sentença, formado exclusivamente por cidadãos.

A seleção busca diversidade para que o acusado seja julgado por seus pares, promovendo decisões mais representativas da sociedade.

Essa ação educativa reforça a visão de que a cidadania e a justiça devem dialogar desde cedo com as novas gerações, abrindo espaço para novas edições em outras escolas da cidade e fortalecendo a prevenção da violência de gênero ao longo do tempo.

Fotos: Ascom/MPAL

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