Desde a primeira descoberta de um exoplaneta em 1995, mais de sete mil planetas fora do nosso Sistema Solar foram identificados. Muitos desses corpos celestes apresentam condições que podem ser adequadas para a vida como a conhecemos.
Para que um exoplaneta seja considerado potencialmente habitável, ele precisa atender a determinados critérios. Entre esses, destaca-se a necessidade de ser um planeta rochoso e de tamanho relativamente modesto.
Outro fator crucial é a localização do exoplaneta na zona habitável de sua estrela, que é a faixa onde a temperatura permite a presença de água em estado líquido. A água é um elemento vital para o desenvolvimento da vida.
A medida que novas tecnologias e telescópios avançados são criados, os cientistas conseguem investigar mais a fundo os planetas que podem abrigar vida, levando em consideração também aspectos como a composição atmosférica e a dinâmica da estrela que orbita.
Ainda que não tenha sido encontrado um planeta cuja semelhança com a Terra seja perfeita, existem exoplanetas que exibem características promissoras para a vida. Vamos conhecer três deles.
Proxima Centauri b
Proxima Centauri b é um exoplaneta que orbita a estrela Proxima Centauri, uma das anãs vermelhas mais próximas do nosso bem conhecido sistema solar, a apenas 4,24 anos-luz de distância. Com uma massa equivalente a 1,27 vezes a da Terra, este corpo celeste é classificado como uma superterra.
Pesquisadores acreditam que Proxima Centauri b possui um terreno rochoso e pode apresentar condições propícias para reter água líquida. Contudo, a presença de radiação ultravioleta proveniente de sua estrela pode comprometer sua atmosfera e, consequentemente, reduzir as possibilidades de habitabilidade.
TRAPPIST-1e
Descoberto em 2017, TRAPPIST-1e é um dos sete planetas rochosos que orbitam a estrela TRAPPIST-1, outra anã vermelha. Semelhante a Proxima Centauri b, este exoplaneta tem um pouco mais de massa que a Terra e completa uma volta em torno de sua estrela em apenas 6,1 dias.
TRAPPIST-1e parece ter uma superfície rochosa e apresenta potencial para abrigar água líquida. Sua proximidade em relação à estrela não tão energética pode permitir um clima mais estável, aumentando as possibilidades de vida.
Gliese 12 b
O exoplaneta Gliese 12 b orbita uma anã vermelha a 40 anos-luz do nosso planeta, completando uma volta em torno de sua estrela em 12,8 dias. Com tamanho aproximado ao de Vênus, sua temperatura média chega a cerca de 41,6 ºC, o que pode ser quente o suficiente para permitir a presença de vida.
Essas características tornam Gliese 12 b um alvo interessante para os cientistas que buscam entender se planetas do tamanho da Terra que orbitam estrelas frias são capazes de manter suas atmosferas, abrindo novas possibilidades para a busca por vida extraterrestre.
Com cada nova descoberta, as esperanças de encontrarmos um “irmão gêmeo” da Terra no cosmos aumentam. Portanto, continue acompanhando as pesquisas e as inovações nessa área fascinante da ciência.