Um míssil hipersônico lançado pelo movimento Houthi atingiu o Aeroporto Ben Gurion, localizado em Tel Aviv, no dia 4 de maio de 2025. O ataque deixou quatro feridos e sinalizou uma nova escalada nas tensões do Oriente Médio. As forças que apoiam os Houthis, oriundos do Iémen e respaldados pelo Irã, assumiram a responsabilidade pela ação, que é vista como uma retaliação à guerra em Gaza e ao bloqueio humanitário imposto por Israel.
BLOQUEIO AÉREO ANUNCIADO PELOS HOUTHIS
No dia seguinte ao ataque, em 5 de maio, o Houthi declarou um "bloqueio aéreo abrangente" contra Israel. Yahya Saree, porta-voz militar do grupo, advertiu que o aeroporto "não é mais seguro para navegação aérea" e aconselhou que companhias aéreas internacionais suspendessem seus voos. Este anuncio ocorreu logo após a documentação de falhas nas defesas israelenses, que não conseguiram interceptar o míssil balístico.
REAÇÕES INTERNACIONAIS E AMEAÇAS DE RETALIAÇÃO
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu uma resposta ao ataque, escolhendo o momento e o local para retaliar contra os apoiadores iranianos dos Houthis. O ministro da Defesa, Israel Katz, foi ainda mais contundente, afirmando que a resposta será "sete vezes mais" severa. Em meio a essa escalada, os Estados Unidos realizaram bombardeios aéreos em Sanaa, no Iémen, com o Conselho de Segurança Nacional dos EUA reafirmando seu compromisso em "degradar as capacidades dos Houthis".
IMPACTO IMEDIATO NO TRANSPORTE AÉREO E TENSÕES REGIONAIS
Após o ataque, diversas companhias aéreas dos Estados Unidos e da Europa interromperam seus voos para o Aeroporto Ben Gurion. Passageiros relataram momentos de pânico à medida que as notícias se espalhavam. Especialistas militares señalaram a precisão do míssil que foi lançado a uma distância de 2.000 km, o que elevou o nível de alerta sobre essa nova capacidade bélica dos Houthis. O ataque surge num momento em que Israel está considerando uma escalada em suas operações no Gaza e possivelmente convocando reservistas para reforço.
ESCALADA ALÉM DO MAR VERMELHO
Esse incidente marca uma nova fase no conflito, pois representa a primeira vez que os Houthis conseguiram atingir diretamente uma infraestrutura essencial em Israel desde que começaram os conflitos navais no Mar Vermelho em 2023. Muhammad al-Bahithi, líder do grupo, afirmou que esse ataque é a "prova de sua capacidade de atingir alvos fortificados". A ONU, por sua vez, expressou crescente preocupação com a intensificação dos ataques aéreos norte-americanos sobre o Iémen.
PERSPECTIVAS FUTURAS NO CONFLITO
Especialistas analisam que as tensões poderão desencadear uma guerra regional em múltiplas frentes. Existe a possibilidade de ataques coordenados entre facções aliadas ao Irã, à medida que os Houthis insistem que um cessar-fogo deve estar atrelado à liberação de ajuda humanitária para Gaza, o que perpetua um ciclo vicioso de crise. A comunidade internacional observa atentamente o desenrolar dos acontecimentos, temendo que a situação se agrave ainda mais no horizonte.
"Nosso compromisso é assegurar que as capacidades dos Houthis sejam continuamente degradadas", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.