Califórnia acusa Amazon de elevar ilegalmente preços de produtos

Por Autor Redação TNRedação TN

Califórnia acusa a Amazon de forçar varejistas a elevarem preços ilegalmente. Reprodução: Businessinsider

Califórnia acusa Amazon de elevar ilegalmente preços de produtos

Um juiz da Califórnia acusou a Amazon de manipulação de preços, contribuindo para a crise de acessibilidade nos Estados Unidos. O Procurador-Geral Rob Bonta afirmou que a Amazon teria solicitado a fornecedores, como a marca de roupas Levi's, que pressionassem concorrentes, como a Walmart, a aumentarem seus preços. O caso está previsto para ir a julgamento em janeiro de 2027.

O procurador da Califórnia alega que a Amazon estaria ilegalmente elevando os preços para os consumidores. Em um comunicado divulgado na segunda-feira, Bonta afirmou que a Amazon está envolvida em uma prática de fixação de preços, coludindo com fornecedores e varejistas para aumentar os custos e prejudicar os americanos, muito além do que o mercado exigiria. "Em meio a uma crise de acessibilidade, a Amazon está ilegalmente buscando aumentar seus lucros, garantindo que os consumidores não tenham outra opção a não ser pagar mais", disse Bonta, adiantando que a disputa será levada aos tribunais.

O procurador destacou em seu comunicado que havia apresentado publicamente evidências sobre a prática de manipulação de preços pela Amazon, mencionando uma nota de 19 páginas que detalha várias situações. Entre os exemplos citados, Bonta revelou que a Amazon teria solicitado à Levi's que pressionasse a Walmart a elevar o preço de uma calça cáqui de cerca de R$ 125,00 (ou $25,00 em conversão) para cerca de R$ 145,00 (ou $29,00) para que o preço correspondesse ao do listado pela Amazon. Outras empresas mencionadas no processo incluem Home Depot, Target, Best Buy, a marca de roupas Hanes e a empresa de produtos para pets Chewy.

Bonta pediu ao tribunal que tome providências contra a Amazon em relação às práticas de fixação de preços enquanto o caso avança e que obrigue a empresa a cessar sua suposta coerção sobre os fornecedores, que atuariam como intermediários entre a Amazon e seus concorrentes. O julgamento está agendado para janeiro de 2027.

Em resposta a um pedido de comentário, um porta-voz da Amazon declarou a um veículo de imprensa que a movimentação é uma "tentativa transparente de distrair a atenção da fraqueza do caso". O porta-voz acrescentou que Bonta enviou o movimento mais de três anos após a apresentação da queixa original. Em 2022, Bonta argumentou na ação que a Amazon coagia os vendedores a assinarem acordos que os impediriam de oferecer seus produtos a preços mais baixos em outras varejistas. "A Amazon é consistentemente identificada como a varejista de preços mais baixos dos Estados Unidos, e temos orgulho dos preços acessíveis que os clientes encontram ao comprar em nossa loja", afirmou o representante da Amazon.

Entretanto, porta-vozes da Levi's e Walmart se recusaram a comentar, afirmando que não são partes na litígios. Nos últimos doze meses, o preço das ações da Amazon subiu cerca de 43%.

Tags: Amazon Brasil, preços altos, crise de acessibilidade, legislação de preços, Concorrência Desleal Fonte: www.businessinsider.com