Violência de Gênero em Seseña gera consternação e protestos

Por Autor Redação TNRedação TN

[Caso em Seseña: homem mata a ex-parceira e se suicida]. Reprodução: Elpais

Um crime trágico e alarmante foi registrado em Seseña, na província de Toledo, onde um homem de 50 anos matou sua ex-parceira, de 43 anos, e, em seguida, cometeu suicídio. O incidente ocorreu após uma discussão que envolveu o filho da vítima, que foi hospitalizado. Ambos estavam sob a vigilância do Sistema VioGén, destinado ao acompanhamento de vítimas e agressores de violência de gênero, com a mulher apresentando um nível de risco considerado baixo.

A mulher já havia denunciado seu ex-companheiro no final de janeiro por maltratos psicológicos e humilhações, que começaram em novembro de 2024, coincidentemente durante os trâmites de divórcio. Após a denúncia, o agressor foi detido, e novamente preso em 12 de abril por violação de uma ordem de restrição que o proibia de se aproximar dela.

Na manhã da última quinta-feira, os agentes da Guarda Civil foram acionados por uma vizinha que presenciou uma briga entre dois homens. Ao chegarem ao local, encontraram um jovem de 20 anos que havia sido agredido. Ele foi levado ao Hospital Universitário de Toledo. Após sua recuperação, o jovem prestou depoimento aos agentes, que, ao investigarem a conexão dele com a mulher que tinha solicitado ajuda, dirigiram-se ao apartamento onde encontraram o corpo da mulher, identificada como Melissa, de origem venezuelana.

No mesmo local, encontraram o ex-parceiro da mulher, também venezuelano, que já havia tirado a própria vida. As autoridades estão coletando informações sobre o caso, o qual pode ser classificado como um crime de violência de gênero. “Estamos investigando o possível assassinato machista em nossa região”, declarou o presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, expressando sua dor e indignação pela perda de mais uma vida.

O prefeito de Seseña, Jaime de Hita, manifestou sua consternação, assim como os moradores da cidade, ao tomarem conhecimento do ocorrido. Além disso, a ministra de Igualdade, Ana Redondo, ressaltou que, apesar do Sistema VioGén estar operando com mais de 102 mil casos ativos, ele precisa ser reforçado e avaliado para identificar falhas.

Em 2026, até o momento, 16 mulheres foram assassinadas, das quais sete haviam formalmente denunciado seus agressores e seis delas estavam sob proteção legal. Este número revela um alarmante 37,5% de mulheres assassinadas que tinham medidas de proteção em vigor, muito acima da média histórica.

Desde o início do registro oficial de assassinatos em 2003, 304 das 1.359 mulheres assassinadas haviam alertado as autoridades sobre situações de risco. Especialistas alertam que, embora alguns desses crimes sejam difíceis de evitar, a responsabilidade pelo sistema de proteção também pesa sobre o Estado, incluindo decisões tomadas por forças de segurança, juízes e outros órgãos que integram a rede de proteção.

Assim, nas investigações, tanto o cuidado com as vítimas quanto a compreensão de seu contexto são essenciais. Ao que tudo indica, este caso marca a 17ª vítima de violência de gênero registrada no ano, aumentando a totalidade para 1.360 mulheres assassinadas por parceiros ou ex-parceiros desde que as estatísticas oficiais começaram.

O telefone de emergência 016 está disponível para atender às vítimas de violência de gênero, oferecendo apoio 24 horas por dia em vários idiomas. É importante frisar que as ligações não ficam registradas na fatura e que o contato também pode ser feito por e-mail ou WhatsApp. Em situações de emergência, o telefone 112 é uma alternativa de contato, além das linhas da Polícia Nacional e da Guarda Civil.

Tags: Violência de Gênero, Seseña, Direitos Humanos, Segurança Pública, Política Fonte: elpais.com