Feijóo exige a saída de Sánchez após apagão e defende energia nuclear
O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, voltou a solicitar a demissão do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, um ano após o grande apagão que afetou a Espanha. Durante um evento realizado em Madrid, que discutiu as consequências do incidente, Feijóo não apenas criticou Sánchez, mas também responsabilizou duas ministras da energia, a ex-vice-presidente Teresa Ribera e a atual vice-presidente Sara Aagesen, além da presidente da Rede Elétrica, Beatriz Corredor.
Segundo Feijóo, estas figuras governamentais são as “responsáveis pelo grande apagão”. "Ninguém deveria continuar em seus cargos, e nenhum deles assumiu a menor responsabilidade", desabafou o líder da oposição. A crítica de Feijóo veio no contexto da comemoração do primeiro aniversário do apagão, que foi um evento marcante na história energética da Espanha.
O líder do PP argumentou que o apagão “não foi um acidente imprevisível, nem um cisne negro que simplesmente aconteceu”. Para ele, o incidente resultou de decisões políticas dentro da organização responsável pelo sistema elétrico, a Rede Elétrica, que segundo ele, estava sob pressão para atingir um recorde de energias renováveis. "Quem pressionou o operador? Que recorde estavam buscando?", questionou Feijóo.
Em suas declarações, o líder popular qualificou o apagão como o “resultado direto de uma política energética ideologizada”. Ele destacou que as análises do incidente mostraram que as causas eram multifatoriais, envolvendo tanto a operadora quanto as empresas do setor elétrico.
Feijóo ainda criticou o governo por não ter assumido nenhuma responsabilidade um ano após o apagão, afirmando que os cidadãos estão sendo enganados. O custo da operação de reforço realizada pela Rede Elétrica, para evitar que o incidente se repita, está estimado em cerca de 1 bilhão de euros, o que representa aproximadamente 40 euros a mais por residência.
O Partido Popular defende um mix energético equilibrado que não só promova as energias renováveis, mas também prolongue a vida útil das centrais nucleares no país. "A Espanha não pode passar por um episódio como este novamente", afirmou Feijóo, reafirmando que, caso o PP volte ao poder, “não haverá apagão nuclear” e que “o prazo de vida das centrais europeias será estendido”.
Aproveitando o aniversário do apagão, Feijóo pretende reforçar a defesa da energia nuclear. Ele planeja uma visita à central nuclear de Ascó, em Tarragona, para reivindicar localmente a prorrogação da vida útil do reator, que está programado para ser fechado em 2030. O partido tem se posicionando favoravelmente à extensão da vida útil das centrais nucleares em território espanhol, considerando que o fechamento previsto é “desnecessariamente antecipado”.