Um novo levantamento internacional sobre qualidade de vida urbana, o Happy City Index 2026, revelou as cidades mais felizes do mundo, destacando a predominância de cidades europeias e asiáticas no topo do ranking. O estudo avaliou 250 cidades de diferentes continentes com base em 64 indicadores distribuídos em seis grandes temas, incluindo educação, saúde, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, inovação, acesso a serviços e bem-estar social.
Ranking global e destaque para a América Latina
O Happy City Index 2026 foi liderado por Copenhague, na Dinamarca, seguida por Helsinque, na Finlândia, e Genebra, na Suíça. Entre as dez primeiras colocadas, sete são cidades europeias, evidenciando a forte presença do continente no topo da lista. A Ásia também marcou presença, com Tóquio em quinto lugar e Singapura na 22ª posição.
Na América Latina, São Paulo se destacou como a cidade mais bem posicionada do continente, ocupando a 161ª colocação com 5.743 pontos. A capital paulista ficou à frente de grandes centros globais como Nova York e Dubai. Curitiba e Belo Horizonte também aparecem no ranking, nas posições 197ª e 219ª, respectivamente. O Rio de Janeiro, por sua vez, não foi incluído entre as 250 cidades listadas.
Metodologia do índice
A metodologia do índice considera quatro tipos principais de indicadores: dados binários (como a existência ou não de políticas públicas específicas para grupos diversos da população), métricas nacionais com impacto direto na vida dos moradores, indicadores de contexto socioeconômico do país e dados quantitativos específicos das cidades. O modelo busca equilibrar o peso entre fatores que podem ser influenciados diretamente pela gestão municipal e aqueles determinados por condições nacionais, evitando que variáveis federais tenham influência desproporcional na avaliação.
Cada um dos 64 indicadores recebe uma ponderação específica. Por exemplo, variáveis binárias podem representar até 1,2% da nota final, enquanto indicadores nacionais de contexto têm contribuição limitada a 0,5 ponto percentual no índice geral. Entre os critérios avaliados estão acessibilidade ao ensino superior, cobertura de seguro médico, jornada média de trabalho, dias de férias remuneradas, potencial de inovação, uso de serviços bancários eletrônicos e participação da economia criativa.
Contexto e importância do estudo
O Happy City Index 2026 busca medir, de forma ampla, o que define uma cidade feliz, indo além de indicadores econômicos tradicionais para incluir aspectos sociais, culturais e de bem-estar. O relatório destaca que a metodologia foi aperfeiçoada ao longo de cinco edições anteriores, com revisões técnicas e ajustes baseados em evidências sobre qualidade de vida urbana.
O levantamento reforça a importância de políticas públicas integradas que promovam saúde, educação, inovação e equilíbrio entre vida pessoal e profissional para a construção de cidades mais felizes e sustentáveis.
Lista das 10 cidades mais felizes do mundo
- Copenhague, Dinamarca
- Helsinque, Finlândia
- Genebra, Suíça
- Uppsala, Suécia
- Tóquio, Japão
- Trondheim, Noruega
- Berna, Suíça
- Malmö, Suécia
- Munique, Alemanha
- Aarhus, Dinamarca
Além dessas, outras cidades importantes da América do Norte e América Latina também figuram na lista, como Vancouver, Toronto, Montreal, San Francisco e Buenos Aires.
Implicações para o Brasil
O posicionamento de São Paulo como a cidade mais feliz da América Latina, seguida por Curitiba e Belo Horizonte, indica avanços em indicadores de qualidade de vida urbana nessas cidades. A ausência do Rio de Janeiro no ranking das 250 cidades avaliadas aponta para desafios que a cidade ainda enfrenta em relação à qualidade de vida e bem-estar dos seus habitantes.
Este levantamento pode servir como referência para gestores públicos e sociedade civil na formulação de políticas e iniciativas que promovam melhorias nos diversos aspectos que compõem a felicidade urbana.