Valor do investimento em cartas de Pokémon e K-pop: vale a pena?

Por Autor Redação TNRedação TN

Colecionador consulta perito para saber se 500 cartas de Pokémon e K-pop valem o investimento. Reprodução: Businessinsider

Valor do investimento em cartas de Pokémon e K-pop: vale a pena?

Nos últimos anos, o mercado de colecionáveis tem atraído a atenção de muitos investidores, especialmente em relação a cartas de Pokémon e itens de K-pop. Com uma coleção de aproximadamente 500 cartas, decidi investigar o valor do meu acervo e saber se fiz um bom investimento.

Como muitos, iniciei minha jornada colecionista com entusiasmo. Em um ano, minha coleção cresceu, abrangendo cartas de Pokémon e fotos de K-pop. Com o recente recorde de venda de uma carta de Pikachu por mais de R$ 16 milhões, a dúvida surgiu: seria meu investimento um desperdício ou um ativo valioso?

Para isso, busquei a ajuda de Johnathan Lim, um avaliador de cartas da Oxley Grading em Singapura. Ele realiza uma pré-avaliação das cartas, ajudando colecionadores a decidirem se devem enviá-las para avaliação profissional em empresas como PSA e CGC. Essa avaliação é essencial, pois determina o valor de mercado das cartas e protege o item.

Lim, que trabalha como banqueiro durante a semana, dedica os finais de semana a avaliar cartas. Ele examina entre 200 e 300 itens semanalmente, conseguindo identificar rapidamente se uma carta possui potencial para ser classificada em um nível alto de qualidade. A diferença de preço entre uma carta bem conservada e uma em péssimas condições pode ser imensa, com PSA 10 podendo valer 100 vezes mais que uma PSA 1.

Durante a avaliação, ele me escaneou e identificou falhas significativas em minhas cartas de Magic: The Gathering e Pokémon. “Observamos o centro da carta, a superfície, as bordas e a condição geral”, explicou Lim. Muitas vezes, cartas com falhas de centralização não têm chance de obter uma boa classificação.

Ainda que tenha um grande carinho pela minha coleção, a forma como armazeno as cartas não é ideal. Lim alertou que a forma como guardo meus itens pode prejudicar seu valor a longo prazo. Por exemplo, meus Pokémon estão em um estojo que expõe parte do cartão à luz, potencialmente causando descoloração. Ele recomendou que optasse por um sistema de armazenamento sem argolas para preservar a integridade dos cartões.

Comparando a coleta de cartas de Pokémon ao mercado de ações, Lim considerou que cartas icônicas como Charizards e Pikachus tendem a ser ativos mais seguros e oferecem maior liquidez. O especialista me fez refletir sobre a diferença entre colecionar itens populares e cartas menos conhecidas, que têm menos chance de valorização no mercado.

Lim também compartilhou detalhes sobre a valorização de peças raras. Dois autógrafos de Charizard de 1999, classificados como PSA 10, podem ser negociados entre R$ 20 mil e R$ 35 mil. Infelizmente, ao avaliar aproximadamente 50 cartas Pokémon que possuo, Lim estimou que apenas uma ou duas poderiam receber uma classificação elevada e a maioria não são itens limitados.

No entanto, a coleção de Magic: The Gathering trouxe boas notícias. Uma carta que possuo, do personagem Sephiroth, destacou-se por sua condição e pode ser classificada, possivelmente valendo R$ 5 mil no mercado.

Em relação às cartas de K-pop, Lim me alertou sobre a volatilidade do mercado. Enquanto algumas cartas são bastante procuradas, muitas estão sujeitas a flutuações de preço. A pesquisa de compradores, seja em shows ou online, é necessária para negociar de forma vantajosa.

No final, embora a avaliação não tenha sido tão promissora, não pretendo vender minha coleção. As memórias e as experiências que adquiri ao longo do caminho são igualmente valiosas. Compartilhar a paixão pelas cartas e a cultura K-pop com amigos e fãs é a verdadeira essência do colecionismo, que vai muito além de uma mera troca financeira. Assim, a busca por valor não se limita apenas ao preço, mas à diversão e conexões que essa jornada promove.

Tags: Colecionismo de Cartas, Investimentos Alternativos, Pokémon, K-pop, Mercado de Cartas Fonte: www.businessinsider.com