EUA querem criar coalização pela ‘liberdade’ de navegação em Ormuz pós-conflito

Por Autor Redação TNRedação TN

EUA querem criar coalização pela ‘liberdade’ de navegação em Ormuz pós-conflito

Os Estados Unidos estão se mobilizando para estabelecer uma coalizão internacional com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters, que teve acesso a um telegrama do Departamento de Estado datado de 28 de abril de 2026. O secretário de Estado, Marco Rubio, teria aprovado a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês), que visa garantir a segurança das operações marítimas na região após o recente conflito envolvendo o Irã.

A proposta dos EUA é dividida em duas partes principais. A primeira parte será liderada pelo Departamento de Estado, que atuará como um centro diplomático, facilitando a comunicação entre os países parceiros e a indústria de navegação. A segunda parte ficará a cargo do Departamento de Defesa, que será responsável por coordenar o tráfego marítimo em tempo real e se comunicar com as embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, a partir da sede do Comando Central dos EUA, localizada na Flórida.

O telegrama destaca que o MFC representa um passo crucial na construção de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Essa estrutura é considerada essencial para garantir a segurança energética a longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e assegurar os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais. As embaixadas dos EUA foram instruídas a compartilhar a nota diplomática com países parceiros até o dia 1º de maio.

No entanto, a Rússia, China, Bielorrússia, Cuba e outros adversários dos EUA não devem ser incluídos na coalizão. A participação dos países na iniciativa poderá ocorrer através de diferentes formas, como diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outros tipos de apoio. O telegrama enfatiza que os EUA estão abertos a todos os níveis de envolvimento, sem exigir que os países transfiram ativos e recursos navais para fora das estruturas e organizações marítimas regionais existentes.

É importante ressaltar que o MFC é distinto da campanha de Pressão Máxima do presidente e das negociações em curso relacionadas à guerra no Irã. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o tráfego de navios no Estreito de Ormuz foi severamente reduzido. O Irã bloqueou a passagem após ataques americanos e israelenses na região, e Washington iniciou um bloqueio marítimo a portos iranianos para pressionar o país a negociar o fim das restrições e do conflito.

O governo iraniano afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz depende do fim definitivo da guerra com os EUA e Israel, além de garantias de segurança. O presidente americano, Donald Trump, indicou que pode manter o bloqueio naval aos portos iranianos por meses, se necessário. Essa situação tensa no Estreito de Ormuz, que é responsável por uma parte significativa do tráfego de petróleo mundial, levanta preocupações sobre a segurança energética global e a estabilidade da região.

A formação da coalizão pela liberdade de navegação é vista como uma resposta direta aos desafios enfrentados na região e uma tentativa dos EUA de reafirmar sua influência no Oriente Médio. A eficácia dessa iniciativa dependerá da capacidade dos EUA de mobilizar aliados e parceiros, além de garantir que as operações marítimas possam ser realizadas de forma segura e eficiente, mesmo em um ambiente geopolítico tão volátil.

Tags: EUA, Ormuz, Navegação, Liberdade, coalização, Mecanismo de Liberdade Marítima Fonte: www.infomoney.com.br