Trump ataca papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’

Por Autor Redação TNRedação TN

Trump ataca papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’. Fonte: Infomoney

Na última segunda-feira, 4 de maio de 2026, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações polêmicas sobre o papa Leão XIV durante uma entrevista ao comentarista Hugh Hewitt. Trump acusou o pontífice de colocar os católicos "em perigo" ao supostamente acreditar que "não há problema em o Irã ter uma arma nuclear". Essa afirmação surge em um contexto de crescente tensão entre Trump e a liderança da Igreja Católica, especialmente em relação à política internacional e à segurança nuclear.

Durante a entrevista, Trump comentou sobre sua próxima viagem à China e aproveitou para criticar a postura do papa em relação ao Irã. "Bem, o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom", disse Trump. Ele acrescentou que acredita que a posição do papa pode representar um risco para muitos católicos e outras pessoas ao redor do mundo.

Trump, que já havia se referido ao papa como "fraco" e "péssimo" em ocasiões anteriores, reiterou que não é fã do líder religioso e o acusou de acreditar que é aceitável que o Irã possua armas nucleares. No entanto, é importante notar que Leão XIV nunca fez tal afirmação. O papa tem uma postura conhecida de condenar a guerra e defender negociações de paz, o que contrasta com as declarações de Trump.

A conversa entre Trump e Hewitt também abordou a situação do empresário Jimmy Lai, que está preso em Hong Kong desde 2022 por conspiração contra a segurança nacional chinesa. Hewitt expressou o desejo de que o papa se pronunciasse sobre o caso de Lai, mas Trump aproveitou a oportunidade para criticar a posição do papa sobre o Irã. As declarações de Trump não apenas reacendem a tensão entre ele e a Igreja Católica, mas também têm implicações políticas nos Estados Unidos, especialmente com as eleições legislativas de meio de mandato se aproximando.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está programado para se encontrar com o papa na Cidade do Vaticano na próxima quinta-feira, 7 de maio, em uma tentativa de amenizar as tensões entre a administração Trump e a liderança da Igreja. O encontro de Rubio com o papa terá como foco a situação no Oriente Médio e os interesses mútuos no Hemisfério Ocidental. O Departamento de Estado dos EUA declarou que as reuniões com os homólogos italianos também abordarão interesses de segurança compartilhados e alinhamento estratégico.

Essa iniciativa pode ser vista como uma tentativa de suavizar a retórica agressiva de Trump em relação à Europa e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). As críticas de Trump ao papa e à sua posição sobre o Irã refletem uma divisão mais ampla nas opiniões sobre a política externa dos EUA e a abordagem em relação a questões de segurança global. Enquanto Trump defende uma postura mais agressiva e unilateral, o papa e muitos líderes mundiais advogam por um diálogo mais pacífico e diplomático.

A situação continua a evoluir, e muitos observadores estão atentos às repercussões dessas declarações, tanto no cenário internacional quanto nas dinâmicas políticas internas dos Estados Unidos. A relação entre Trump e a Igreja Católica, que já foi tensa, parece estar se deteriorando ainda mais, à medida que as eleições se aproximam e as questões de segurança global se tornam cada vez mais prementes.

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