Recent casos de hantavírus foram confirmados nos Estados Unidos e na França, enquanto evacuações de passageiros de um navio de cruzeiro afetado estão em andamento. O navio MV Hondius, que estava ancorado perto de Tenerife, nas Ilhas Canárias, foi o epicentro da recente epidemia. A situação se agravou quando um cidadão americano e um viajante francês testaram positivo para o vírus, levando à evacuação de passageiros que estavam a bordo.
As autoridades de saúde estão investigando a origem do surto, que pode estar ligado a uma viagem anterior à Argentina, de onde o navio partiu em 1º de abril. A evacuação começou no domingo, com passageiros sendo transportados para seus países de origem em aviões militares e de governo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando a situação e recomendou que todos os passageiros sejam testados e monitorados por pelo menos 42 dias após a exposição suspeita ao vírus.
Até agora, pelo menos oito pessoas a bordo do MV Hondius foram confirmadas ou suspeitas de terem contraído o hantavírus, e três mortes foram registradas. A primeira pessoa a desenvolver sintomas foi um casal de idosos holandeses, que também está entre os falecidos. A investigação inicial sugere que eles podem ter sido expostos ao vírus em um local de aterro em Ushuaia, na Patagônia argentina, onde estavam em busca de aves raras.
No entanto, as autoridades locais afirmam que não houve casos de hantavírus na área desde 1996. A OMS, através de seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco para o público em geral em Tenerife é baixo. Os passageiros evacuados incluem cidadãos de mais de 20 países, com os primeiros a serem levados para um hospital militar em Madrid.
A França também enviou um avião de ambulância para seus cidadãos, enquanto outros países, como o Japão e a Austrália, estão organizando suas próprias evacuações. As autoridades de saúde estão correndo contra o tempo para determinar a origem do surto. A primeira hipótese é que o casal holandês pode ter sido infectado na Argentina ou em outros locais da América do Sul, onde a cepa andina do hantavírus é endêmica.
A cepa andina é a única conhecida por se espalhar entre humanos. Além disso, a possibilidade de que o casal tenha sido exposto ao vírus em sua viagem ao Chile ou ao Uruguai também está sendo considerada. As autoridades chilenas confirmaram a presença do casal no país, mas afirmaram que a viagem ocorreu fora do período de incubação do vírus.
O Ministério da Saúde do Uruguai também declarou que não há risco de transmissão associado ao casal, uma vez que os sintomas começaram após a saída do país. A situação está gerando preocupação em Ushuaia, que é um destino turístico popular e considerado a "porta de entrada para a Antártica". O medo de que o surto possa afetar o turismo na região levou as autoridades a intensificarem as investigações e a coleta de amostras de roedores na área do aterro.
A OMS e as autoridades de saúde locais continuam a monitorar a situação de perto, com o objetivo de conter a propagação do hantavírus e garantir a segurança dos passageiros e da população local. Enquanto isso, os passageiros evacuados estão sendo testados e monitorados em seus países de origem, e as autoridades de saúde estão trabalhando para identificar a origem do surto e prevenir novos casos.