Recentemente, um incidente envolvendo um power bank em uma bagagem despachada causou um atraso de 16 horas para os passageiros de um voo da easyJet que partia de Hurghada, no Egito, com destino a Londres. O problema começou quando um passageiro informou à tripulação que seu power bank estava carregando um dispositivo dentro da bagagem que havia sido despachada. De acordo com as regulamentações de segurança, power banks não são permitidos no porão da aeronave devido ao risco de incêndio que suas baterias de lítio representam.
O voo foi desviado para Roma, onde aterrissou por volta das 22h30 de uma terça-feira. Os passageiros foram obrigados a esperar até o dia seguinte para continuar sua viagem, resultando em um atraso significativo. Um porta-voz da easyJet afirmou que a aeronave pousou com segurança e que os passageiros desembarcaram normalmente.
A companhia aérea forneceu acomodações em hotel e refeições, quando disponíveis, além de oferecer refrescos aos que permaneceram no aeroporto durante a noite. O voo finalmente chegou ao Aeroporto de Luton, em Londres, por volta das 16h do dia seguinte, quase 16 horas após o horário originalmente programado. O porta-voz da easyJet expressou desculpas pelo inconveniente causado pela desvio e pelo atraso subsequente.
A situação destaca a crescente preocupação das autoridades de aviação em relação aos power banks. Glenn Bradley, chefe de operações de voo da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido, comentou que as baterias de lítio, que alimentam muitos dispositivos eletrônicos do dia a dia, podem causar incêndios intensos se falharem ou forem danificadas. Esse fenômeno é conhecido como "fuga térmica", que provoca uma reação em cadeia e um aumento rápido da temperatura.
Após o incidente com a easyJet, a CAA enfatizou a necessidade de "maior conscientização" sobre os riscos associados aos carregadores portáteis, que podem superaquecer ou pegar fogo. Jonathan Nicholson, da CAA, alertou que ninguém gostaria de ser o passageiro que, ao embalar, colocou o dispositivo no lugar errado e acabou levando todos os outros passageiros para a cidade errada devido ao desvio do voo. As companhias aéreas estão particularmente preocupadas com os power banks, pois o aumento do mercado para esses dispositivos significa que muitos são fabricados de forma barata e não são devidamente certificados.
Além disso, muitos podem carecer de circuitos avançados que ajudam a impedir que laptops e celulares sejam sobrecarregados. Muitas companhias aéreas também afirmam que os power banks não podem ser usados a bordo. O ideal é que os dispositivos sejam mantidos visíveis e acessíveis, permitindo que a fumaça ou um incêndio sejam detectados mais rapidamente do que se o dispositivo estivesse em um compartimento superior.
As tripulações de voo são bem treinadas para lidar com incêndios elétricos, podendo reagir rapidamente caso algo dê errado. No ano passado, várias companhias aéreas introduziram regras mais rigorosas após um incêndio em um compartimento superior em Busan, na Coreia do Sul, em janeiro de 2025. O ministério dos transportes do país anunciou uma proibição de armazenar power banks e cigarros eletrônicos nos compartimentos superiores.
A Emirates proibiu os passageiros de carregar dispositivos com power banks, enquanto a Southwest Airlines determinou que eles não podem ser armazenados em uma bolsa ou compartimento superior enquanto estão em uso. Bradley reiterou que "viajar de avião é, de longe, a forma mais segura de viajar, e queremos manter assim. Embalar de forma segura reduz o risco".
Ele concluiu que manter itens alimentados por bateria com você tornará seu voo mais seguro para você e para os outros passageiros. Esse incidente serve como um lembrete importante para todos os viajantes sobre a necessidade de seguir as diretrizes de segurança ao embarcar em voos, especialmente no que diz respeito ao transporte de dispositivos eletrônicos e suas baterias.