Ataque aéreo russo em larga escala contra a Ucrânia deixa 13 mortos

Por Autor Redação TNRedação TN

Edifício danificado por ataque aéreo em Kiev, com fumaça e janelas quebradas.

Na madrugada desta terça-feira, 2 de junho, a Rússia lançou um ataque aéreo em larga escala contra a capital da Ucrânia, Kiev, resultando na morte de pelo menos 13 pessoas, conforme reportado pela mídia local. Os ataques também atingiram as cidades de Dnipro e Kharkiv, causando danos significativos a prédios residenciais e incêndios em várias áreas da cidade. Este ataque ocorre em um contexto de crescente tensão entre a Rússia e a Ucrânia, com a Rússia prometendo ofensivas sistemáticas contra alvos ucranianos.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, forneceu atualizações em tempo real sobre a situação através de suas redes sociais. Ele informou que um prédio residencial de nove andares no distrito de Podil foi severamente danificado, levando ao desabamento de parte da estrutura. Em Kiev, cinco pessoas perderam a vida e cerca de 60 ficaram feridas, incluindo três crianças.

"Dezenas de mísseis e drones russos atacaram Kiev. Mais uma vez, milhares de pessoas lotaram as estações de metrô, buscando segurança enquanto a Rússia as visava em seu sono", declarou Klitschko, ressaltando o clima de pânico e desespero que tomou conta da cidade durante os ataques. As equipes de resgate foram mobilizadas para a área, com a esperança de encontrar sobreviventes sob os escombros.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a Rússia lançou 656 drones de ataque e 73 mísseis durante a ofensiva, com Kiev sendo o principal alvo. Ele enfatizou que os ataques continuarão a menos que a Ucrânia receba proteção adequada contra mísseis balísticos e outras ameaças. A situação é alarmante, pois a população civil está cada vez mais vulnerável a esses ataques indiscriminados.

Os danos em Kiev foram extensos, com relatos de um míssil atingindo um edifício residencial de 24 andares no distrito de Shevchenko, provocando um incêndio entre o quarto e o quinto andares. Em outras áreas, como Solomianskyi, os andares superiores de um prédio de 15 andares foram danificados por destroços de um míssil. Em Holosiivskyi, fragmentos atingiram um centro comercial, causando um incêndio, enquanto em Obolon, destroços caíram dentro do terreno de uma creche, embora não tenham causado danos significativos.

Esses incidentes ilustram a gravidade da situação e a necessidade urgente de medidas de proteção para a população civil. Este ataque aéreo ocorre após a Rússia ter anunciado que realizaria "ataques sistemáticos" contra Kiev, visando instalações ligadas ao complexo militar-industrial ucraniano. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia havia recomendado que cidadãos estrangeiros e diplomatas deixassem a capital ucraniana e que os moradores se mantivessem afastados de instalações militares e administrativas.

Essa escalada de violência é um indicativo claro de que a situação na região está se deteriorando rapidamente, com consequências potencialmente devastadoras para a população civil. A nova ofensiva é um lembrete sombrio da escalada do conflito, que já resultou em numerosas vítimas e destruição. Apenas uma semana antes, um ataque similar resultou na morte de quatro pessoas e deixou dezenas feridas, com o Kremlin afirmando que essas ações eram uma resposta a um ataque ucraniano na cidade de Starobilsk, atualmente sob ocupação russa.

A comunidade internacional observa com preocupação a escalada da violência e as implicações para a segurança regional e global. A situação em Kiev e em outras cidades ucranianas continua a ser crítica, com a população vivendo sob constante ameaça de novos ataques. O impacto psicológico sobre os civis é profundo, e muitos se veem forçados a buscar abrigo em locais considerados seguros, como estações de metrô.

A resposta da comunidade internacional e as medidas que serão tomadas para proteger a Ucrânia e seus cidadãos são questões que permanecem em aberto, enquanto a guerra continua a se intensificar.

Tags: AtaqueAéreo, Ucrânia, Rússia, Kiev, Dnipro, Kharkiv Fonte: www.gazetaweb.com