Após uma derrota surpreendente por 2 a 1 para o Mirassol no último domingo (9), no Estádio José Maria de Campos Maia, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, fez uma análise contundente sobre o desempenho da equipe. O fato de a derrota ter sido contra um adversário que não integra a elite do Campeonato Brasileiro chamou atenção, consolidando um jejum do Palmeiras frente ao pelotão de cima da tabela.
Durante a coletiva pós-jogo, Abel minimizou o péssimo retrospecto contra essa parte da competição, destacando a performance insatisfatória do time. "Só tem seis times no campeonato? Só jogamos contra o G-6? Isso não me incomoda. O que me incomoda é a forma como nós jogamos hoje e como o adversário foi muito superior a nós em todos os níveis. Parabéns ao Mirassol, que foi melhor a todos os níveis", disse o treinador.
O Palmeiras sofreu dois gols em momentos de desconcentração, com falhas que não são comuns sob sua administração. O primeiro gol foi marcado logo no início da partida, e o segundo ocorreu após uma cobrança de lateral dentro da área, colocando em discussão a solidez defensiva da equipe.
Apesar das fragilidades demonstradas, Abel elogiou o trabalho de Rafael Guanaes, técnico do Mirassol, que pegou uma equipe desacreditada e a transformou em um coletivo forte. No entanto, o treinador não poupou críticas à atuação defensiva do seu time: "Se eu pego nos nossos dois gols que sofremos, vou encontrar coisas que não gosto e que não podemos. São muito fáceis de perceber que como equipe temos que fazer muito melhor nesses dois lances específicos dos gols que sofremos", afirmou.
Com essa derrota, o Palmeiras não apenas perdeu a liderança isolada do campeonato, como também enfrenta novos desafios devido aos desfalques na equipe. No próximo embate contra o Santos, programado para sábado (15), às 21h (de Brasília), Abel não poderá contar com jogadores fundamentais, como Roque, Flaco, Gómez, Sosa e Andreas Pereira, que estão com suas seleções ou suspensos.
Abel Ferreira expressou sua insatisfação em relação a essa situação. Ele frisou que a sequência de desfalques é uma complicação que precisa ser gerida, considerando que seus atletas têm a ambição de representar suas seleções. Ele atribuiu a responsabilidade aos selecionadores das seleções: "Os selecionadores são responsáveis nisso, há uma Data FIFA e os selecionadores podem nos chamar. Quem paga os salários somos nós, quem precisa deles somos nós, mas o futebol é assim e temos que nos adaptar com os recursos que temos para esses jogos", concluiu.