Mãe denuncia agressão à filha autista em Apae de MG
No último dia 5, um caso alarmante veio à tona em Ituiutaba, MG, onde uma mãe acusou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de agressão a sua filha autista de 5 anos. Segundo Paula Vieira, a denuncia de maus tratos só ganhou notoriedade após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.
A situação foi revelada após Paula compartilhar imagens dos hematomas encontrados nas costas da filha, que estava sob os cuidados da instituição. "Parece que tudo estava normal quando a busquei, mas ao trocar a roupa, percebi as lesões e imediatamente entrei em contato com a Apae", relatou ela.
A Polícia Civil já iniciou as investigações. O delegado Rafael Faria informou em vídeo que a apuração do caso foi iniciada e que medidas já estão sendo tomadas: "Marcamos alguns depoimentos e solicitamos as imagens das câmeras da Apae", destacou. Por sua vez, a Apae comunicou que está cooperando com as autoridades e realizando uma investigação interna, afirmando que nenhuma ação necessária será deixada de lado.
Paula Vieira, que divide os cuidados da criança com seu marido, comentou sobre o apoio recebido após a divulgação do caso. "Após o B.O. e a repercussão nas redes, o vice-prefeito se manifestou e o delegado tomou conta do caso imediatamente. Senti um acolhimento maior após essas ações", afirmou a mãe. Contudo, ela criticou a postura da Apae, que, segundo ela, tentou esconder o ocorrido.
Impacto na rotina da criança
Paula também expressou preocupação com o bem-estar emocional da filha. "A rotina dela foi totalmente comprometida. Agora, quando sai, está desregulada e pede para andar de carro, mostrando sinais de ansiedade e desconforto", ressaltou. Ela ainda afirmou que não recebeu apoio psicológico da Apae, que alegou que os hematomas foram causados fora da instituição, questionando a veracidade do argumento.
A Apae de Ituiutaba reafirmou sua posição contra a violência e seu compromisso com a proteção e o bem-estar dos alunos. Em nota, a instituição declarou que está empenhada em investigar minuciosamente o ocorrido e que tomará as devidas medidas cabíveis para esclarecer os fatos e garantir a justiça.
O caso segue em desenvolvimento e destaca a importância de um ambiente seguro e acolhedor para crianças com necessidades especiais, bem como a necessidade de resposta rápida das instituições envolvidas em situações de alegação de violência e abuso.