Crescimento dos Robôs de Combate na Ucrânia e Desafios Inerentes
Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) continuam a dominar o cenário de combate na Ucrânia, com um total de 304.000 missões em novembro, enquanto os veículos de chão não tripulados (VGNTs) realizaram apenas 2.000 missões, representando menos de 0,66% do total. A situação foi revelada por Oleksandr Syrskyi, comandante em chefe das forças armadas da Ucrânia, que destacou a importância dos drones aéreos na atual fase do conflito.
Atualmente, os VANTs são responsáveis por cerca de 60% dos ataques contra alvos inimigos, um dado que reflete a crescente dependência da tecnologia aérea nas operações militares. Com o aumento constante no uso de VANTs, que em seis meses já causaram a destruição de aproximadamente 81.500 alvos, fica evidente como as aeronaves não tripuladas estão se tornando essenciais na luta pela soberania da Ucrânia.
Embora os VGNTs estejam ganhando popularidade nas linhas de frente, a diferença em suas operações é imensa. Esses veículos, que vão desde pequenos buggies até caminhões de grande porte equipados com torres de máquinas controladas remotamente, têm se mostrado úteis em missões perigosas que, de outra forma, demandariam a presença de soldados humanos. Eles estão sendo desenvolvidos para diversas funções, como ataques diretos, desminagem e até mesmo monitoramento de estradas e entrega de suprimentos.
Unidades ucranianas têm começado a integrar VANTs e VGNTs em suas operações. Um exemplo é a tropa em Pokrovsk, que utilizou um VGNT para localizar veículos russos em meio à neblina antes de atacar com drones explosivos. Essa abordagem conjunta destaca a evolução das táticas militares ucranianas na batalha contra as forças russas.
Do lado russo, a inovação não fica atrás. O país tem investido no desenvolvimento de novos drones, incluindo VGNTs para logística e artilharia de foguete. As forças do Kremlin foram pioneiras na introdução de drones com fibra ótica imunes a interferências, que agora estão se proliferando no campo de batalha. O relatório indica que a Rússia tem intensificado a integração de táticas de drone em suas operações, ampliando a produção em massa e criando novas doutrinas de combate.
"A resposta ucraniana deve ser assimétrica e eficaz: fortalecer a luta contra os drones inimigos e destruir a infraestrutura das unidades de forças não tripuladas do inimigo", afirmou Syrskyi.
O comandante também ofereceu um panorama desolador sobre o conflito nos últimos meses, mencionando que as forças ucranianas enfrentaram alguns dos mais sérios desafios desde o início da guerra em larga escala. Com a chegada do inverno, tanto civis quanto soldados devem se preparar para enfrentar temperaturas que devem cair abaixo de zero em janeiro e fevereiro, enquanto os ataques russos às redes de energia continuam a comprometer o acesso confiável ao aquecimento.
A situação evidencia um complexo quadro de combate onde a tecnologia está moldando as dinâmicas do conflito, mas também sublinhando os desafios humanitários que a Ucrânia precisa enfrentar em meio ao cenário bélico.