Ventania extrema atinge São Paulo
Uma ventania sem precedentes atingiu a capital paulista em uma semana marcada por caos, impactando transporte, fornecimento de energia e a economia da região. De acordo com dados divulgados, mais de 2 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica, com prejuízos que já somam R$ 1,54 bilhão para o varejo e setor de serviços. O clima adverso foi constatado em diversos pontos da cidade, gerando preocupações entre moradores e autoridades.
Consequências e Transtornos
Entre os efeitos diretos da ventania, o transporte público foi severamente afetado, com uma paralisação de ônibus que impactou 3,3 milhões de usuários e ocasionou um congestionamento de 1.486 km. Além disso, mais de 400 voos foram cancelados nos aeroportos da capital, amplificando o senso de desespero entre os cidadãos. A tensão aumentou quando um muro desabou, resultando na morte de uma mulher identificada como Claudineia Perri Castiglioni, de 54 anos, no bairro de Sapopemba.
Ventos extremos e suas implicações
Na quarta-feira (10), ventos com rajadas de até 98 km/h foram registrados, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) notificou que essa foi a maior velocidade de rajadas sem a presença de chuva desde 1963. O ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil é apontado como a causa da ventania forte que impactou não apenas a capital, mas também a região metropolitana.
Desdobramentos e falhas nos serviços essenciais
A falta de energia teve repercussões negativas no abastecimento de água, uma vez que as bombas não funcionaram corretamente, afetando diversas áreas, como Americanópolis, Cangaíba e Parelheiros. Cidades vizinhas também relataram falta de eletricidade, incluindo Itapecerica da Serra e Guarulhos. Além disso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reportou quase 300 semáforos apagados, criando ainda mais dificuldade na mobilidade urbana.
Críticas e Providências
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou sua insatisfação com a lentidão no restabelecimento dos serviços de energia e criticou a Enel, a concessionária de energia, pela ineficiência na gestão da crise. Em resposta à gravidade da situação, o prefeito Ricardo Nunes sugeriu a necessidade de intervenção federal na empresa, reiterando a urgência de respostas rápidas para minimizar os impactos sobre a população.
Projeções futuras e medida de prevenção
Os imprevistos causados pela ventania e a falta de resposta apropriada geram questionamentos sobre a infraestrutura e os planos de contingência da cidade para desastres naturais. Meteorologistas e autoridades locais devem analisar esses eventos para implementar estratégias que possam evitar tragédias semelhantes no futuro.