Telefônica avança na negociação de redução de empregos
A Telefônica tem avançado nas negociações em relação ao seu Expediente de Regulamentação de Emprego (ERE), reduzindo o número de demissões previstas para menos de 5.000 trabalhadores nas suas filiais brasileiras. Essa decisão reflete um recuo significativo em relação aos planos iniciais que previam 5.040 demissões.
A proposta mais recente indica que o número mínimo de cortes deve ser de 4.000 funcionários, um ajuste em relação aos 4.600 mencionados na semana anterior. O impacto desta revisão é particularmente notável para as principais filiais da empresa, incluindo 1, onde estão concentradas as demissões. O ajuste será de 3.100 empregos na Telefônica Brasil, 750 na área de Móveis e 150 na área de Soluções.
Com essa nova proposta, a empresa busca garantir que as demissões sejam realizadas de maneira mais controlada, com foco na adesão voluntária por parte dos trabalhadores. Caso o número de pedidos voluntários chegue a 4.000, o processo de demissões seria encerrado. No entanto, se o total de adesões ultrapassar as 5.040, o limite de demissões seria respeitado, evitando cortes adicionais.
Conciliando interesses
Os sindicatos, embora reconheçam os avanços obtidos na negociação, continuam a classificar as medidas como "insuficientes". Eles pedem um esforço adicional da empresa para garantir que o processo de demissões seja completamente voluntário e para melhorar as condições econômicas oferecidas aos trabalhadores afetados.
Entre as propostas que vêm sendo discutidas, uma delas envolve a prorrogação do Convenio de Empresas Vinculadas até 2030. A Telefônica também concordou em oferecer uma nova política de rendimentos aos empregados entre 61 e 65 anos.
Desdobramentos futuros
As negociações do ERE estão interligadas com a discussão do plano de trabalho mais amplo da empresa. A data preferencial para a saída dos funcionários foi estabelecida para março de 2026, com a possibilidade de extensões ao longo de 2026 e 2027, e de forma excepcional até 2028.
Os sindicatos, especialmente CC OO e UGT, pedem à Telefônica um esforço final para chegar a um acordo que atenda às necessidades de todos os trabalhadores, destacando a urgência da situação e a importância de garantias para o bem-estar econômico e social dos empregados. A proposta também sugere que o futuro compromisso de a empresa criar postos de trabalho seja aumentado de 7% para 10%, buscando um processo equilibrado para toda a equipe.
Por fim, o sindicato Sumados-Fetico também expressou sua preocupação, solicitando que o número de saídas voluntárias seja reduzido para 3.550 funcionários nas três principais filiais, reafirmando a necessidade de proteger os empregos na empresa.