Trump intensifica ataques contra Maduro e critica governo colombiano
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a intensidade de suas críticas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Durante uma recente coletiva de imprensa em sua residência em Mar-a-Lago, Trump afirmou: "Se ele quer ser durão, será a última vez que fizer isso", em resposta a questionamentos sobre a reação de Maduro frente à crescente pressão do governo americano.
Na semana anterior, a administração Trump anunciou um "bloqueio total e completo" a todos os navios petrolíferos sancionados que tentarem entrar ou sair da Venezuela. Esse anúncio clarifica a intenção do governo dos Estados Unidos em relação ao petróleo venezuelano e marca uma mudança de estratégia focada na queda do regime chavista.
Reações e condições políticas
Trump também comentou que seria "inteligente" para Maduro considerar a possibilidade de deixar o poder, acrescentando que "só o tempo dirá". Além de atingir Maduro, o ex-presidente americano dirigiu suas críticas ao presidente colombiano, Gustavo Petro, classificando-o de "mau caráter" e afirmando que ele "não é amigo dos Estados Unidos". Essa declaração vem na esteira de acusações que Trump fez sobre o tráfico de cocaína que, segundo ele, é permitido pelo governo colombiano.
Durante sua fala, Trump ressaltou: "Amamos os colombianos" e enfatizou que o novo líder deve "fechar fábricas de cocaína", em referência a locais específicos citados por ele. Essa troca de acusações começou após comentários de Petro referentes ao território mexicano, sugerindo que Trump deveria estar disposto a devolver estados americanos para México, semelhante ao que afirma sobre o petróleo venezuelano.
Marco Rubio também se manifesta
A advertência de Trump teve eco nas palavras do secretário de Estado, Marco Rubio. Em outra coletiva, Rubio comentou que a relação entre Estados Unidos e Colômbia não deveria depender da ideologia política, mas sim da disposição do presidente colombiano para cooperar com os EUA. Ele ressaltou que a postura de Petro frente ao governo americano tem impactado negativamente a relação entre os países.
O embate entre Trump e Petro é o mais recente de uma relação marcada por tensões e ataques mútuos. A possibilidade de uma intervenção em solo colombiano foi levantada por Trump, justificando que países que produzem drogas estão sujeitos a represálias.
Consequências para as relações bilaterais
A relação entre os governos de Bogotá e Washington sofreu liberdades significativas nas últimas semanas, com Trump tendo revogado o visto de Petro após sua participação em um ato na ONU. A descredibilidade de Colombia como um país que coopera no combate ao narcotráfico e o aumento das taxas comerciais para o país também contribuíram para tensões bilaterais.
O cenário entre Estados Unidos e Colômbia é complexo e, com apenas oito meses restantes no governo de Petro, a reconstrução das relações promete ser uma tarefa desafiadora para a administração que o suceder.
Em suas últimas declarações, Trump mencionou a construção de novos navios de guerra que serão batizados com seu nome e que visam, além do controle sobre os cargueiros as operações de petroleiros na região do Caribe e Pacífico.