Articulação de Ceciliano provoca apoio ao prefeito Eduardo Paes no PT do Rio
A articulação de André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, para disputar um mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro gerou reações significativas entre os membros do Partido dos Trabalhadores (PT) fluminense. Após essa movimentação, o partido reafirmou sua aliança com o prefeito Eduardo Paes, do PSD, em um cenário que é crucial para as eleições indiretas após a saída de Cláudio Castro (PL) do cargo.
Com a desincompatibilização de Cláudio Castro, a disputa pelo mandato-tampão se torna um tema importante e delicado. A direção do PT no estado, ligada a Washington Quaquá, se posicionou publicamente em apoio a Paes, ressaltando o valor dessa aliança para a reeleição de Lula à presidência. Ceciliano ainda não se pronunciou oficialmente sobre suas intenções e a reação interna no PT.
Reação do PT e apoio a Paes
O presidente da executiva estadual do PT, Diego Zeidan, que é filho de Quaquá, afirmou:
A candidatura de Ceciliano nunca foi votada ou discutida dentro do partido. Trata-se de um projeto pessoal dele. Aqui no Rio, nossa prioridade é a aliança com Eduardo Paes, visando criar um palanque forte para Lula. Nenhuma candidatura individual deve prevalecer sobre o projeto coletivo do partido.
A ala próxima a Ceciliano aguarda a possibilidade de discutir sua candidatura com Lula nos próximos dias. Caso opte por se lançar oficialmente, ele enfrentará ao mesmo tempo a articulação em torno de Nicola Miccione, atual secretário de Casa Civil, que é um nome com o qual existe um acordo entre Castro e Paes para uma estratégia de "ganha-ganha".
Incertezas e busca por espaço na chapa
A movimentação de Ceciliano ocorre em meio a incertezas sobre a postura do PSD no estado. A desconfiança foi acentuada após Eduardo Cavaliere, vice-prefeito, criticar publicamente a postura do PT em assuntos relacionados à segurança pública, levantando dúvidas acerca da "aliança automática" entre Paes e o presidente.
Além de assegurar um palanque forte para Lula nas eleições estaduais, o PT busca garantir um espaço significativo na chapa majoritária de Paes, o que envolve expectativas de indicações para a vice ou para uma vaga no Senado.
Este cenário revela um jogo de alianças e estratégias políticas que deve se intensificar nos próximos dias, à medida que as movimentações em torno das candidaturas ganham contornos mais claros no cenário político do Rio de Janeiro.