Aumento de mortes de migrantes sob custódia nos EUA causa indignação
No início de 2026, quatro migrantes perderam suas vidas enquanto estavam sob a custódia do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). A situação levanta sérias preocupações sobre as condições de saúde e segurança nos centros de detenção, que já foram alvo de críticas severas por sua incapacidade de fornecer cuidados médicos adequados.
Um dos casos mais impactantes é o de Luis Beltrán Yáñez-Cruz, um hondurenho de 68 anos que foi informado à sua filha, Josselyn Yáñez, sobre sua morte após uma chamada do Departamento de Segurança Nacional dos EUA. "Estamos destroçados. Eu tinha esperança de que meu querido pai sairia de lá, mas nunca imaginei que ele sairia dessa maneira", disse Josselyn, expressando sua dor e frustração após perder seu pai, que não apresentava condições de saúde evidentes antes de sua detenção.
Durante seu tempo no centro de detenção, Luis começou a sentir fortes dores e cansaço. A família não foi comunicada sobre sua transferência para um hospital, onde foi tratado por problemas cardíacos antes de falecer. Segundo relatos, as queixas de Luis sobre sua condição médica foram ignoradas, o que causou sua deterioração e eventual morte.
As autoridades alegam que o atendimento médico é garantido aos detidos; no entanto, muitos relatos contradizem isso. A realidade nas instalações do ICE tem sido marcada por queixas de negação de atendimento médico e condições inadequadas, levando a um número alarmante de mortes. Em 2025, o ano fiscal encerrou com a mais alta taxa de falecimentos sob custódia em mais de duas décadas.
Outro caso é o de Geraldo Lunas Campos, cubano de 55 anos, que morreu no centro de detenção Camp East Montana, no Texas, após problemas médicos. As circunstâncias de sua morte ainda estão sendo investigadas, e há relatos de que ele estava se comportando de maneira "disruptiva", o que levantou preocupações sobre a administração do ICE em lidar com suas necessidades de saúde.
Além disso, Luis Gustavo Núñez Cáceres, 42 anos, também faleceu, alegadamente por complicações cardíacas. Sua família destacou que ele não recebeu atenção médica adequada para sua condição de coração, o que contribuiu para sua morte.
O ICE, agora fortalecido com um aumento significativo em seu orçamento e efetivo, é criticado por suas táticas agressivas de detenção e pela falta de transparência sobre as condições de detenção. As mortes de migrantes sob custódia continuam a suscitar indignação entre defensores dos direitos humanos e ativistas que pedem por reformulação e transparência das práticas no sistema de imigração dos EUA.
As histórias de Luis, Geraldo e Luis Gustavo trazem à luz a urgente necessidade de uma revisão das políticas de detenção e saúde nas instituições que acolhem migrantes. O lamento familiar une-se à indignação de uma sociedade que clama por justiça e melhores condições humanitárias para todos os que estão em busca de uma vida melhor.