OpenAI enxerga novas oportunidades de receita
No intuito de mitigar os elevados custos operacionais e expandir sua fonte de receita, a OpenAI está avaliando modelos de licenciamento como uma alternativa. A diretora financeira da empresa, Sarah Friar, afirmou que a companhia poderia obter uma porcentagem das vendas de produtos de clientes que utilizem sua tecnologia com sucesso.
Durante um episódio do "Podcast OpenAI", transmitido na segunda-feira, Friar mencionou a possibilidade de, por exemplo, licenciar sua tecnologia para a indústria farmacêutica. "Imagine que na descoberta de medicamentos, se licenciássemos nossa tecnologia e você tivesse um avanço significativo. O medicamento se destacaria e nós teríamos direito a uma parte de todas as vendas", explicou. Essa abordagem reforça a sinergia entre a OpenAI e seus usuários e destaca a evolução da estratégia de negócios.
A evolução do modelo comercial da OpenAI
Desde o lançamento do ChatGPT, a OpenAI começou sua jornada com um único plano de assinatura, mas rapidamente expandiu suas ofertas para incluir preços em múltiplos níveis, uma estrutura de preços semelhante ao software como serviço (SaaS) e opções de preços baseadas em créditos para aqueles que desejam pagar mais por recursos adicionais.
Com a intenção de diversificar ainda mais suas fontes de receita, Friar destacou que a OpenAI está analisando a introdução de anúncios, mas enfatizou que o modelo sempre deverá priorizar a qualidade das respostas, sem favorecer conteúdo patrocinado. A diretora financeira afirmou que ainda há planos para manter uma opção sem anúncios para os usuários.
Desafios e compromissos financeiros
Recentemente, a OpenAI anunciou a intenção de testar anúncios no ChatGPT, um movimento que ocorre em um contexto de compromissos financeiros que podem chegar a 1,4 trilhões de dólares nos próximos anos. Este é um sinal claro do ajuste da empresa em sua abordagem de monetização, já que menos de dois anos atrás, o CEO Sam Altman descreveu a publicidade como um "último recurso".
Altman havia expressado suas preocupações sobre a combinação de anúncios e inteligência artificial, afirmando que a publicidade pode ser desconcertante em contextos de tecnologia emergente. Contudo, o tom de Altman mudou, e em gravações mais recentes, ele relatou que não é totalmente contra a publicidade, desde que manejada com cautela.
Reestruturação e mudanças no modelo de negócios
Além disso, a OpenAI completou uma reestruturação em outubro, tornando-se uma empresa com fins lucrativos, uma mudança que, segundo Altman, facilitará a captação de recursos no futuro."