Gleisi Hoffmann se candidatará ao Senado pelo Paraná
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará uma significativa reestruturação em seu governo, perdendo 21 ministros, incluindo Gleisi Hoffmann, que anunciou sua candidatura ao Senado pelo Paraná. Essa mudança estratégica do PT visa fortalecer a chapa ao governo, com a participação de Requião Filho, em um cenário eleitoral desafiador que envolve adversários como Ratinho Júnior e Sergio Moro.
A aceitação da candidatura por Gleisi Hoffmann reflete um movimento deliberado do partido para consolidar sua presença nas eleições que se aproximam. Sua saída da Secretaria de Relações Institucionais foi vista como uma decisão em sintonia com o que o partido pretende construir para o processo eleitoral. Embora a assessoria da ministra não tenha se manifestado sobre a candidatura, fontes próximas afirmam que Hoffmann está animada com a possibilidade de atuar no Senado.
Segundo aliados do PT, a reunião entre Gleisi e Lula possibilitou a definição da estratégia partidária no Paraná. O deputado federal Jilmar Tato destacou a importância de uma chapa que una Gleisi e Requião Filho, enfatizando que tal composição tornará a candidatura mais competitiva e destacada. "Estamos todos em um time só. A Gleisi está entusiasmada" – declarou Tato, evidenciando o apoio dentro do partido.
A composição da chapa, que prevê Requião Filho como candidato ao governo e Gleisi ao Senado, representa uma alternativa sólida frente à candidatura de Ratinho Júnior, atual governador paranaense, e Sergio Moro, que lidera as pesquisas até o momento. Integrantes do PT também manifestam a expectativa de que essa união irá "ocupar" a agenda dos adversários na disputa pelo governo, permitindo um enfoque mais concentrado na campanha.
Além da parceria política, a movimentação também gira em torno da figura de Enio Verri, presidente da Itaipu Binacional, que por sua vez, optou por se candidatar à Câmara dos Deputados. Sua inclusão demonstra uma tentativa de revitalizar o diálogo entre Requião e o PT, após a ruptura do ex-governador Roberto Requião com a legenda.
A frente de diálogo entre as siglas de esquerda busca construir uma aliança robusta para se opor ao que denominam de 'lavajatismo' e 'bolsonarismo'. As negociações para o alinhamento incluíram a resistência de alguns segmentos da sociedade, como os evangélicos, que influenciam decisivamente as eleições no estado, principalmente no que tange à figura de Flávio. A resistência a alguns candidatos pode ser um fator determinante para as articulações políticas futuras.
Enquanto isso, Sergio Moro continua a trabalhar sua imagem como pré-candidato, mesmo frente a desafios em sua situação partidária. Recentemente, o PP, que faz parte da federação com o União Brasil, sinalizou que não homologará sua candidatura ao governo do estado. A indefinição acerca de sua situação política traz incertezas ao cenário eleitoral, levando outros grupos políticos a tentarem atrair o ex-juiz da Lava Jato.
Por outro lado, Ratinho Júnior se encontra em uma posição de escolha crítica, uma vez que precisa decidir quem será seu sucessor na corrida ao governo estadual em 2026. Nomeações como Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca são cogitados para representar o PSD, mas a definição ainda está em aberto à medida que as eleições se aproximam e as articulações políticas se intensificam.