Marty Supreme de Timothée Chalamet: um espetáculo frenético
O novo filme "Marty Supreme", dirigido por Josh Safdie, faz uma imersão na caótica vida de Marty Reisman, um anti-herói egocêntrico e amoral, ambientado nos anos 1950. Com Timothée Chalamet como protagonista, a produção se destaca pelo ritmo acelerado e um humor nervoso, apresentando uma narrativa que oscila entre a admiração e a aversão em relação ao personagem principal.
Levemente baseado na trajetória do verdadeiro Marty Reisman, conhecido por suas habilidades no tênis de mesa, o filme revela um jovem talentoso que utiliza seu dom para ganhar dinheiro em apostas e exibições, enquanto busca se afirmar no cenário esportivo internacional. No entanto, o esporte acaba sendo um pano de fundo para explorar a vaidade consumidora do protagonista.
Com um enredo repleto de desventuras, o filme não dá trégua ao espectador. Desde o início, Marty se envolve em brigas, perseguições policiais e até sequestros cômicos, enquanto se expressa com a frase: “A minha vida está um caos, mas vou dar um jeito”. Essa frase encapsula a essência do filme, mesclando humor com o desespero do protagonista.
A direção de Josh Safdie se mostra eficaz em manter o público atento, combinando diálogos divertidos e absurdos, uma edição dinâmica e uma fotografia que privilegia closes, criando uma tensão palpável ao longo da projeção. Timothée Chalamet, um dos rostos proeminentes da nova geração de astros de Hollywood, entrega uma performance que alterna entre o carismático e o irritante, fazendo o público sentir uma montanha-russa de emoções a cada cena.
Sobre as cenas de tênis de mesa, Chalamet dedicou anos de treinamento para adequar-se ao papel, e suas performances são, de fato, impactantes e agradáveis de assistir. Porém, o que realmente se destaca é a intensidade com que ele encarna seu personagem, prendendo a atenção do público e fazendo-o alternar entre torcer por Marty e antipatizar com ele.
No final, "Marty Supreme" se revela uma crítica à vaidade e à autodestruição, transformando o comportamento moralmente duvidoso do protagonista em um espetáculo que é ao mesmo tempo inquietante e fascinante. Bonequinho aplaude.