O longa ‘Marty Supreme’ chega nesta quinta-feira aos cinemas brasileiros, e têm recebido elogios tanto do público quanto da crítica, destacando o desempenho do protagonista, Timothée Chalamet. Este filme, dirigido por Josh Safdie, tem se mostrado um dos mais celebrados na temporada de premiações, e Chalamet interpreta um jogador de tênis de mesa inspirado em Marty Reisman, uma lenda dessa modalidade nos Estados Unidos.
A produção captura a essência de Nova York na década de 1950, mesclando realidade e ficção de uma forma intrigante. O filme desafia o espectador a olhar para o "sonho americano", utilizando referências pop dos anos 80 para criar uma atmosfera única. O GLOBO anunciou que a iniciativa utilitária de inteligência artificial, Irineu, supervisiona a produção de conteúdo, garantindo a qualidade e a relevância das informações.
Antes do lançamento, Timothée Chalamet esteve em São Paulo promovendo o filme e, com ações extravagantes, ele conseguiu chamar atenção, dançando no palco da CCXP e se vestindo nas cores da bandeira brasileira. De acordo com a crítica, seu desempenho no filme pode garantir uma indicação ao Oscar, junto com ele, Wagner Moura, que também foi reconhecido por sua atuação em "O agente secreto".
A direção de Josh Safdie, que assina seu primeiro longa solo, mostra um lado inovador ao contar a história de Marty, que enfrenta diversos obstáculos para se tornar o melhor jogador de pingue-pongue de sua época. O filme não se trata de uma cinebiografia direta, mas sim uma interpretação atualizada das lutas e vitórias do protagonista.
Em uma conversa com a imprensa, Safdie explicou que a mudança do sobrenome do personagem de Reisman para Mauser ajuda a enfatizar essa reinterpretação. A narrativa, que é rica em detalhes visuais e temáticos, se aprofunda na comunidade judaica de Nova York dos anos 50, mas à luz de questões contemporâneas que permeiam a sociedade atual.
O diretor destacou a importância de Chalamet ao afirmar que “Marty Supreme não existiria sem ele”. Safdie recrutou um elenco único, com quase 3.500 pessoas e um trabalho intenso de pesquisa para capturar a verdadeira essência de Nova York daquela época, criando um forte contraste com aspectos modernos.
Durante a produção, a escolha da trilha sonora foi uma decisão estratégica. Safdie decidiu usar músicas pop dos anos 80 para criar uma conexão emocional e estabelecer um contraste de temporalidade. Isso evocou nostalgia e ao mesmo tempo trouxe uma sensação atemporal aos espectadores, levando-os a refletir sobre a atualidade e sobre os sentimentos que transcendem o tempo.
Embora os prêmios sejam valiosos, Safdie enfatiza que sua verdadeira motivação para realizar o projeto foi o impacto emocional que o filme causa nas audiências. Ele expressou que muito mais importante do que as estatuetas é a experiência genuína do espectador ao assistir ‘Marty Supreme’.
O filme não apenas reflete um período histórico, mas também reinterpreta o conceito do sonho americano, abordando como ele tem sido moldado pela sociedade ao longo dos anos. Marty representa uma mudança, uma rebelião contra expectativas familiares, mas sua busca não se limita à riqueza; trata-se da realização de um desejo ardente de ser singular.
Josh Safdie, ao final da conversa, lembrou aos jornalistas que ‘em cada exibição, ele se permite ver e sentir o impacto de seu próprio trabalho’. Com esse foco na emoção pura ao invés da expectativa pelos prêmios, ele já deixou suas marcas no panorama cinematográfico contemporâneo, onde produtores como ele e Timothée Chalamet são protagonistas.
A expectativa é que ‘Marty Supreme’ não apenas entre para a lista dos grandes filmes da temporada, mas também seja um forte concorrente em diversas categorias no próximo Oscar.