Medium apoia greve contra a ICE e libera funcionários
Medium, a plataforma de publicação online, anunciou que seus colaboradores podem se ausentar do trabalho nesta sexta-feira para participar de uma greve nacional dedicada à imigração. A decisão foi revelada pelo CEO da empresa, Tony Stubblebine, que expressou seus pensamentos sobre a atual situação nos Estados Unidos, marcada por protestos e clamores por justiça após incidentes violentos em Minneapolis.
Em mensagens compartilhadas no canal geral do Slack da empresa, Stubblebine afirmou que "nossos negócios prosperam quando o país prospera". As manifestações se intensificaram após os trágicos tiroteios de Renee Good e Alex Pretti, gerando uma onda de protestos em todo o país.
O CEO enfatizou que não há obrigação para que os funcionários participem da greve ou tirem o dia de folga, oferecendo total liberdade à sua equipe. "Às vezes, parece estranho equilibrar a missão da empresa e a necessidade de lucros", disse Stubblebine, mas reafirmou que o apoio à participação dos funcionários é uma prioridade. O evento, marcado para ocorrer nesta sexta-feira, também ganhou o apoio de diversas figuras públicas e organizações ativistas que promovem um dia de boicote em que as pessoas são incentivadas a não trabalhar, não estudar e não realizar compras.
Além disso, Medium se comprometeu a publicar conteúdos relacionados à greve, como o guia intitulado "Sobrevivência A Encontros Policias Durante Protestos", que será destacado entre os principais artigos da plataforma. Essas iniciativas reforçam o envolvimento da empresa em questões sociais e seu apoio à luta contra a violência policial e a detenção de imigrantes.
O apelo para a greve foi reforçado por celebridades como Pedro Pascal, Hannah Einbinder, Ariana Grande e Jamie Lee Curtis, que compartilharam informações sobre o movimento em suas redes sociais. A expectativa é que esta sexta-feira se transforme em um dia de conscientização e resistência em várias cidades do país.
Outros líderes empresariais também se manifestaram em apoio. Recentemente, um grupo de mais de 60 executivos de companhias baseadas em Minnesota, como Target, Cargill e General Mills, publicou uma carta aberta pedindo paz e desescalada nos conflitos relacionados a estas questões.
O contexto atual no país e as mobilizações em torno da ICE geram discussões sobre direitos humanos e a importância da solidariedade em nome da justiça social. À medida que a situação evolui, espera-se que mais organizações e indivíduos se unam ao movimento, promovendo debates essenciais sobre imigração e violência policial.