Trump declara emergência nacional sobre Cuba e anuncia tarifas de petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma emergência nacional em relação à Cuba, visando uma estratégia que procura intensificar as pressões sobre o regime cubano, que já enfrenta sérias dificuldades devido ao bloqueio econômico. De acordo com uma ordem executiva divulgada na última quinta-feira, a nova medida sugere a imposição de tarifas sobre os países que fornecem petróleo a Havana, uma ação que, segundo Trump, representa uma resposta a uma "ameaça nacional" que o governo cubano representa para os EUA.
Trump justifica sua decisão ao afirmar que a política de Cuba é hostil aos interesses norte-americanos, destacando que a restrição ao fornecimento de petróleo é uma maneira de pressionar o regime castrista. Com o fim dos suprimentos de óleo da Venezuela, Cuba se vê em uma situação complicada. As tarifas serão determinadas caso a caso, dependendo das informações recebidas dos Departamentos do Tesouro e Comércio dos Estados Unidos sobre os países que mantêm relações comerciais com a ilha.
O presidente dos EUA declarou: "Considero que a situação com relação a Cuba constitui uma ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos, e declaro uma emergência nacional com relação a essa ameaça". Ele também fez referência à possibilidade do colapso da economia cubana, afirmando que "Cuba não conseguirá sobreviver" sob essas novas condições.
"O que se busca? Se busca um genocídio do povo cubano e, de materializar-se por meio dos aranceles, o efeito seria paralizar a geração elétrica, o transporte, a produção industrial, a produção agrícola, a disponibilidade de serviços de saúde... em resumo, todas as esferas da vida".
Essas declarações foram feitas por Jorge Legañoa, presidente da agência estatal cubana Prensa Latina, que criticou as ações dos EUA. A preocupação recai sobre como essas tarifas podem impactar aspectos essenciais da vida em Cuba, como a geração de energia e a saúde pública.
A reação do governo mexicano também foi significativa. A presidente Claudia Sheinbaum ressaltou que o fornecimento de petróleo ao país vizinho é realizado tanto como ajuda humanitária quanto em contratos estabelecidos pela empresa estatal mexicana, a Pemex. Embora tenha mencionado que a ajuda humanitária continuaria, a Pemex suspendeu o envio de combustíveis a Cuba no meio de janeiro, intensificando a crise energética da ilha.
Atualmente, Cuba possui reservas de petróleo para os próximos 15 a 20 dias, uma situação crítica considerando que, anteriormente, recebia cerca de 46.500 barris diários da Venezuela. As interrupções nos suprimentos estão ligadas à crescente tensão entre os Estados Unidos e o regime de Nicolás Maduro, em Caracas.